08 de julho de 2026
Bairros

Do lazer à tragédia

Cinthia Milanez
| Tempo de leitura: 2 min

Em apenas dois dias, três vítimas de afogamento na região: uma criança em Bauru, um adolescente em Reginópolis (70 quilômetros de Bauru) e um homem em Lençóis Paulista (43 quilômetros de Bauru). Os tristes casos, junto com a chegada do verão, trazem à tona a necessidade de conscientizar os banhistas sobre os cuidados na água.

De acordo com José Mário de Freitas Junior, tenente do Corpo de Bombeiros de Bauru, as piscinas funcionam como verdadeiras armadilhas para as crianças de até 8 anos. Já lagoas, rios ou mares apresentam mais risco para os jovens e adultos, principalmente aqueles que ingerem bebidas alcoólicas antes de nadar.

Entre as dicas de prevenção, Freitas aconselha os pais ou responsáveis a não tirarem os olhos das crianças. Quanto aos adultos, a dica é evitar o consumo de bebidas alcoólicas e, após uma alimentação mais pesada, esperar duas horas (veja mais dicas no quadro ao lado). “Qualquer um está sujeito a se afogar”.

Todavia, as crianças são mais vulneráveis. Dados levantados pela Sociedade Brasileira de Salvamento Aquático (Sobrasa) dão conta de que o afogamento é a 2.ª maior causa de morte no Brasil entre as crianças de 1 a 14 anos, ficando atrás apenas dos acidentes de trânsito. 89% dos casos ocorrem por falta de supervisão de um adulto.

Quando há afogamento, o primeiro passo é acionar os bombeiros pelo193. Depois, a vítima deve ser retirada da água e a cabeça dela têm de ficar na lateral. Outra medida é verificar a pulsação. Caso ela não exista, o indicado é realizar uma massagem cardíaca até a chegada do socorro.

Casos

Nesta terça-feira, a região registrou duas mortes por afogamento. Em Bauru, Samuel Otávio Nunes de Souza Ribeiro, 2 anos, brincava perto da piscina da chácara dos avós, localizada na avenida das Bandeiras, no Jardim Santa Cândida, quando caiu na água e se afogou. O Corpo de Bombeiros chegou ao local, mas o menino não resistiu.

Já em Reginópolis Fábio Muriel Prado, 16 anos, nadava em uma das piscinas da prefeitura e, após mergulho não retornou à superfície (leia mais aqui).

Na tarde de ontem, outro caso. Um homem entrou no rio em Lençóis Paulista e não foi mais encontrado (leia mais aqui).

O Corpo de Bombeiros realiza palestras em instituições sobre prevenção de acidentes, principalmente de casos de afogamento de crianças. Os interessados podem entrar em contato pelo (14) 3222-5553 ou ir até a sede da corporação, na rua Marcondes Salgado, 2-32, no Centro.


Lagoa da morte

Com  cerca de 60 mil metros quadrados de área, a lagoa da Quinta da Bela Olinda é o local onde os casos de afogamento são registrados com maior frequência em Bauru. Por conta disso, discutia-se a possibilidade de cercar o manancial. Contudo, nada será feito por enquanto. De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, existe um projeto de urbanização em andamento, mas não contempla a proteção do lago. Há quem diga que mais de 100 pessoas morreram ali.