08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Feliz Ano Velho


| Tempo de leitura: 2 min

Do ponto de vista político, há muito pouco para se aproveitar de 2014. Entretanto, considerando que a política está em 100% das atividades humanas de um país, é no mínimo preocupante pensar na tragédia anunciada com a continuação do governo petista.

A economia está em frangalhos. O pior PIB dos últimos 14 anos, o pior crescimento econômico dos últimos 12, pior balança comercial, retorno da inflação e gastos públicos exorbitantes são a receita do bolo azedo que será servido aos brasileiros. Antes mesmo que digeríssemos o mensalão, a crise da Petrobras afunda o País - e sua frágil reputação de Nação - num lodaçal de corrupção mais profundo que o inatingível pré-sal. Bilhões são anunciados em desvios e contratos superfaturados por gente que foi escolhida a dedo por Lula, Dilma e sua base aliada. Muito se descobriu, mas a sujeira ainda não foi revelada ao País nas suas nuances mais perversas.

Copa do Mundo. Alguém se lembra disso? De fato, Lula acertou quando disse que iríamos ter uma Copa como nunca havia sido feita no mundo: corrupção, desperdício e incompetência dentro e fora de campo, num evento regado a samba do crioulo doido cantado por estrangeiro sem ginga. Se a vergonhosa derrota nunca vista na história das copas deixou de ser o legado, que se dizer dos estádios sem uso e das incontáveis obras não concluídas que, em sua maioria, já foram abandonadas? Tudo bem, são só R$ 30 bilhões no lixo.

Fomos vítimas, ainda, da maior fraude jamais imaginada nas eleições presidenciais. De uso despudorado da máquina pública estatal para compra de votos, do financiamento com recursos desviados da Petrobras a um Judiciário eleitoral direcionado para o fisiologismo político, o pastelão bolivariano de eleições sem vergonha vai se instalando sorrateiramente. Enquanto isso, o PT segue com sua base cooptada pelos bilhões das diretorias nos 30 mil cargos e Dilma monta seu ministério com os derrotados nas urnas, muitos dos quais com processos de improbidade nas costas. Gente do baixo quilate que o governo quer. E precisa.

Com este cenário dantesco e ritual macabro da política, resta apenas desejar aos brasileiros honrados um Feliz 2019, pois os próximos quatro anos são tristemente previsíveis.

Ivan Goffi