08 de julho de 2026
Geral

Queixas sobre buracos aumentam 30%

Tisa Moraes
| Tempo de leitura: 3 min

Éder Azevedo

Vazamento de água está aumentando buraco na rua Manuel de Camargo, no Jardim Contorno

É só começar a chover com frequência que os buracos voltam a se multiplicar pelas ruas de Bauru. Nesta época do ano, o número de queixas cresce pelo menos 30% na Secretaria Municipal de Obras, conforme informações prestadas pela própria pasta.

Para dar conta de toda a demanda, após o período de festas de fim de ano, a secretaria retomou o seu plano de contingência, que estende o horário de trabalho das equipes de tapa-buracos até os sábados. “Estamos pagando um pouco mais de horas extras para que elas também fiquem nas ruas até um pouco além da jornada durante a semana. Era algo que já vínhamos fazendo desde meados de novembro e que recomeçamos nesta semana”, afirma o titular da pasta, Sidnei Rodrigues.

Atualmente, a Secretaria de Obras conta com quatro equipes de tapa-buracos e a Secretaria das Administrações Regionais (Sear), uma. Portanto, o problema vem sendo atacado de forma gradual e a prioridade, dada às vias de maior fluxo de veículos e onde há transito de ônibus do transporte coletivo.

Há, contudo, grande quantidade de buracos concentrada em bairros como o Núcleo Nobuji Nagasawa (Bauru 2000), Parque União e Vila São Paulo, entre outros. No Parque São Geraldo, por exemplo, uma cratera localizada no cruzamento entre as ruas Amadeu Cazellato e Sylas Ferraz Sampaio atrapalha a vida dos moradores há mais de 30 dias.

Mas não é preciso ir muito longe para encontrar crateras espalhadas pelas ruas. No Jardim Estoril, um grande buraco aberto pelo Departamento de Água e Esgoto (DAE) para o conserto de um vazamento no cruzamento entre as ruas Araújo Leite e Vivaldo Guimarães permanece sem reparo há mais de dois meses, conforme afirma o aposentado Mario Dimas Carpi, 69 anos.

Descaso

Ele mora em frente ao endereço e diz que já acionou a autarquia por diversas vezes, sem que uma solução para o caso fosse dada. “Com as chuvas, o degrau entre o asfalto e a terra só vai aumentando. O movimento aqui na região é grande e o que vemos é um completo descaso. Pagamos nossos impostos em dia e não temos contrapartida”, reclama o morador.

Contatada, a assessoria de imprensa informou que o problema seria resolvido na sexta, porém, o reparo não foi feito até a tarde de ontem.

E, assim como este, grande parte dos buracos da cidade é aberta por vazamentos de água na tubulação enterrada sob o asfalto.

A cratera aparece antes mesmo de o DAE cortar o asfalto para consertar a rede, como é o caso da quadra 17 da rua Coronel Alves Seabra, na Vila Seabra, onde dois buracos provocados por vazamentos obrigam os motoristas a dirigir em ziguezague. Outras duas crateras oferecem risco na quadra 4 da rua Manuel de Camargo, no Jardim Contorno.

O tamanho aumenta a cada dia porque nelas deságuam um vazamento localizado a cerca de 100 metros de distância, na quadra 2 da rua Padre Francisco Van Der Maas. O DAE disse que o escape de água seria reparado também na sexta-feira. Mais uma vez, a promessa não foi cumprida e o vazamento continuava ainda na tarde de ontem.


Caminhões parados

Dois caminhões de asfalto adquiridos pelo DAE no ano passado ainda estão parados. As máquinas, mais modernas do que os três basculantes utilizados atualmente, prometiam garantir maior agilidade aos serviços de tapa-buracos, já que permite que a massa asfáltica seja despejada diretamente sobre o solo.

Hoje, os servidores precisam subir no caminhão basculante para descarregar o material. Mas, para que os veículos possam começar a operar, a Secretaria de Obras terá de fazer algumas adaptações em sua usina de asfalto. O titular da pasta, Sidnei Rodrigues, não soube precisar quais alterações seriam necessárias e nem o prazo estimado para fazê-las.