11 de julho de 2026
Internacional

EUA recebem críticas por ausência de oficiais de alto escalão em Paris

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Brian Snyder/Reuters

Na foto senador republicano Marco Rubio. A Casa Branca ainda não explicou a ausência de oficiais de alto escalão na manifestação

Enquanto líderes mundiais caminhavam em Paris para protestar contra o terrorismo, muitos notaram a ausência de representantes de alto escalão dos Estados Unidos no último domingo (11).

O oficial mais graduado da administração Obama na passeata foi a embaixadora na França, Jane Hartley. Enquanto isso, o presidente Barack Obama passou o final de semana na Casa Branca, o vice-presidente, Joe Biden, estava em sua cidade natal, Wilmington, no estado de Delaware, e o secretário de Estado, John Kerry, em uma viagem à Índia. O procurador-geral dos EUA, Eric Holder, estava em Paris para uma cúpula de segurança, mas não compareceu ao ato de domingo.

A ausência de líderes de peso na marcha de Paris gerou críticas, como a do senador republicano Marco Rubio, para quem a decisão foi um erro. "Eric Holder estava em Paris, e talvez mesmo John Kerry pudesse ter ido", afirmou o republicano. "Havia uma grande lista de pessoas que eles poderiam ter enviado. Espero que, em retrospecto, eles tivessem feito diferente."

A marcha de Paris teve a participação de cerca de 40 líderes globais, inclusive o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu e o presidente palestino, Mahmoud Abbas, a chanceler alemã Angela Merkel e o primeiro-ministro britânico David Cameron.

A Casa Branca ainda não explicou a ausência de oficiais de alto escalão na manifestação. Entretanto, Kerry anunciou nesta segunda-feira que iria à Paris nesta semana. Viagens presidenciais são combinadas com grande antecedência devido ao enorme aparato de segurança que precisa ser deslocado. Já o vice-presidente exige menos planejamento e pode se locomover mais rapidamente se necessário.

Casa Branca diz que errou em não enviar oficial de alto escalão à Paris

A Casa Branca errou em não enviar um oficial de alto escalão à Paris, afirmou nesta segunda-feira (12) seu porta-voz, Josh Earnest.

No domingo, cerca de 40 líderes globais participaram das demonstrações contra o terrorismo na capital francesa. Na ocasião, muitos notaram que os EUA eram representados apenas pela embaixadora norte-americana, Jane Hartley.

Segundo Earnest, embora tenha sido um erro não enviar um representante mais graduado à manifestação, não pode haver dúvidas sobre a forte relação entre os dois países.

O porta-voz não quis comentar quais seriam as causas da decisão de enviar apenas a embaixadora ao protesto. Fonte: Associated Press.

Fonte: Associated Press.