09 de julho de 2026
Internacional

Francês preso na Bulgária é acusado de ter contato com agressores


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Um cidadão francês detido na Bulgária esteve supostamente em contato algumas vezes com um dos dois militantes islâmicos que mataram a tiros 12 pessoas na redação em Paris do jornal semanal francês Charile Hebdo, disse uma promotora búlgaro à Reuters nesta terça-feira.

Fritz-Joly Joachin foi detido por um policial búlgaro num posto de fronteira quando tentava cruzar para a Turquia nas primeiras horas do primeiro dia do ano. Havia uma ordem europeia de prisão contra ele pelo suposto sequestro do filho de três anos, uma acusação que ele nega.

Uma segunda ordem europeia de prisão alega que o homem de 29 anos havia participado de um grupo criminoso que planejava atos de terrorismo, disse Darina Slavova, promotora da cidade de Haskovo, perto da fronteira.

"A segunda ordem diz que Joachin, um homem de origem haitiana, havia tido contatos com Cherif Kouachi, um dos irmãos que realizou o ataque em Paris”, acrescentou ela. Não estava claro como foi esse suposto contato.

O advogado búlgaro de Joachin, Radi Radev, afirmou à Reuters que a ordem de prisão diz que o seu cliente havia sido de um grupo islâmico do 19º distrito de Paris e também diz que ele esteve em contato com Cherif Kouachi algumas vezes em 2014.

Ele declarou que Joachin, que pode ser extraditado para a França, nega qualquer ligação com terrorismo e disse ao juiz nesta terça-feira: "Eu tenho amigos, mas se eles cometeram crimes eu não posso ser considerado responsável por isso."

A polícia francesa diz que os irmãos Kouachi, que atacaram o jornal Charlie Hebdo na semana passada, eram parte da rede islâmica “Buttes-Chaumont”, com base no 19º distrito de Paris.