Após reportagem na edição de ontem, a família de seu Zé (José Aparecido Ferreira), morto na última semana aos 59 anos e que deixou dois cachorros e cinco gatos onde morava com a tia, de 76, no Jardim Solange, procurou o JC para negar que tenha deixado de cuidar dos animais após o falecimento.
A família, no entanto, reconhece não ter condições de abrigar os bichinhos no momento e pede ajuda para encontrar um novo lar, tanto para os dois cães companheiros, a Madona (que, segundo a família, chama-se Pretinha) e Totó, quanto para os cinco gatos que ficaram na casa.
Prima de Zé, Dirce dos Santos, 66, explica que ele ficou internado por 30 dias no Hospital Estadual, após ser acometido por doença.
Por necessitar de cuidados por conta de problemas nas pernas, a tia de Zé, Santa Apolinária, acabou acolhida pela família de Dirce, no Alto Paraíso.
“Eles estavam há 22 anos naquela casa. Depois que ele adoeceu, toda tarde eu ou meu marido íamos até lá para cuidar dos cachorros. Mas a vizinha se prontificou a ajudar e começou a dar comida e água para eles todos os dias”, afirma a mulher.
“Mesmo assim, nós sempre íamos lá, sempre tinha comida e o quintal estava até limpo, então, ficávamos despreocupados. A ração deles está guardada dentro da casa, só não demos mais porque eles colocavam”, reforça o ajudante geral Pedro Lúcio dos Santos, 64, esposo de Dirce.
“Nessa terça-feira mesmo fomos lá e demos banho no Totó”, diz a mulher.
Precisam de carinho
A família também diz que a casa no Jd. Solange ainda não foi alugada e que está com toda a mobília antiga.
Dirce, no entanto, reconhece que, apesar de terem comida e água, os cachorros e gatos de seu Zé necessitam de carinho e atenção, o que sozinhos no imóvel do Jd. Solange não estão tendo.
“Moramos numa casa muito pequena e já temos cachorros, não deu para trazê-los. Estamos passando por adaptação após isso tudo acontecer e iremos demorar para mudar para lugar melhor. Por isso, abrimos mão e estamos abertos a doá-los. Mas queremos que seja para alguém que se comprometa a cuidar bem”, diz Dirce.
O telefone direto de contato dela é o (14) 99101-4496 para interessados na adoção dos animais.
Ocorrência
Já o advogado da ONG Naturae e Vitae, José Hermann Schroeder, registrou boletim de ocorrência por abandono de animais, anteontem. O documento, que serve como uma ferramenta para dar início a um processo de investigação traz, no entanto, como desconhecida a autoria.
Contraponto
Sobre afirmações da família, Maria Gomes dos Santos, 68, vizinha que tem tratado dos animais, reitera acreditar que os pets foram deixados para trás. Telefone dela é o (14) 9 8128-2011.