Marco Polo Del Nero assume de direito a presidência da CBF em abril. Mas já dá expediente constante na entidade. Embora ressalte que o aliado e amigo José Maria Marin é ainda o dono legal do cargo, já impõe seu estilo de governar, seus planos. Diz que vai administrar ouvindo os clubes. E já definiu uma de suas principais bandeiras: sanar as finanças dos clubes, por meio do parcelamento das dívidas passadas e adoção de regras para que não voltem a ficar no vermelho, sob risco de penalizações.
No entanto, Del Nero é resistente ao projeto de Lei de Responsabilidade Fiscal do Esporte, que vem sendo negociada há meses por governo federal, entidades que representam os atletas, o movimento Bom Senso FC, clubes e a própria CBF. Defende a sanção do projeto que parcele dívidas fiscais e tributárias que superam R$ 4 bilhões sem estabelecer contrapartidas. Garante que se isso ocorrer, a CBF vai estabelecer um sistema que puna o clube que desrespeitar o fair play financeiro e fiscal.
O futuro presidente da entidade falou de suas ideias em entrevista exclusiva na quinta-feira, em seu gabinete no terceiro andar do prédio da CBF, no Rio. A sede fica na Barra da Tijuca, bairro em que Marco Polo mora já há alguns meses. Apesar de ainda comandar a Federação Paulista de Futebol (FPF), já se dedica quase integralmente à entidade que comanda o futebol brasileiro.