09 de julho de 2026
Internacional

Cinco mil protestam contra o Charlie Hebdo no Paquistão

Reuters
| Tempo de leitura: 1 min

Cerca de 5 mil pessoas se reuniram na cidade de Lahore, no leste do Paquistão, para protestar contra a revista francesa Charlie Hebdo e o fundador de um grupo banido por ligações com a milícia terrorista convocou os manifestantes a boicotarem produtos franceses. 

 

Hafiz Saeed, que fundou o Lashkar-e-Taiba, uma organização banida por lançar ataques à vizinha Índia, disse aos manifestantes: “Vamos lançar um movimento contra as caricaturas insultantes do nosso amado profeta”.

 

A revista satírica francesa Charlie Hebdo publicou uma imagem do profeta Maomé chorando na capa de sua mais recente edição na semana passada depois que dois homens armados invadiram o escritório do veículo e mataram 12 pessoas. Os atiradores disseram que o ataque era uma vingança por charges anteriores tirando sarro do Islã. 

 

Saeed incitou os comerciantes a pararem de importar produtos franceses e pediu que os líderes paquistaneses tentem colocar uma lei contra a blasfêmia para ser votada e aprovada internacionalmente. A blasfêmia é passível de pena de morte no Paquistão. 

 

Na sexta-feira, manifestantes que tentavam invadir o consulado francês na cidade de Karachi atiraram e feriram um fotógrafo que trabalhava para a agência francesa de notícias AFP. 

 

Saeed convocou mais protestos para a próxima sexta-feira. Ele diz que não tem mais ligações com a milícia terrorista atualmente, e que apenas trabalha em uma organização não-governamental.