10 de julho de 2026
Internacional

Após atacar capitalismo, Evo exalta dados econômicos de sua gestão

Estadão Conteúdo
| Tempo de leitura: 2 min

Um dia depois de fazer um discurso emotivo em que exaltou suas origens indígenas, atacou o liberalismo e disse que governa melhor que países capitalistas, o presidente reeleito da Bolívia Evo Morales, subiu ao púlpito da Assembleia Legislativa boliviana nesta quinta-feira (22), para celebrar os indicadores econômicos do país. A Bolívia é uma das economias que mais crescem na América Latina.

 

Reuters 

O presidente reeleito Evo Morales, subiu ao púlpito da Assembleia Legislativa nesta quinta (22), para celebrar os indicadores econômicos 

A presidente Dilma Rousseff acompanhou a solenidade ao lado do presidente do Equador, Rafael Correa. Em sua primeira viagem internacional do segundo mandato, Dilma não falou com a imprensa ao chegar à Assembleia.

 

"Aqui na Bolívia não são os banqueiros que governam, aqui governa o povo. Agora temos democracia e estabilidade política", disse Evo Morales. "Agora temos nossa própria identidade. Temos mudado a situação econômica e social da Bolívia, ainda que falte consolidar algumas políticas."

 

Evo abusou de planilhas com indicadores econômicos, comparando os números de seus dois mandatos ao período anterior, de 1997 a 2005. Evo tomou posse pela primeira vez em 22 de janeiro de 2006.

 

"Este ano, a Bolívia é um dos países da América Latina com maior crescimento econômico, de 5,5%", ressaltou o presidente, destacando projeção da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal).

 

O presidente disse que, de 1997 a 2005, o país cresceu, em média 3,2% ao ano, ante 5,5% durante seus dois primeiros mandatos. Segundo Evo Morales, o PIB per capita boliviano triplicou durante a sua administração.

 

"O povo boliviano confia no seu governo e paga seus impostos", afirmou Morales, destacando que o investimento estatal aumentou 75% durante a sua presidência.

 

Nos últimos anos, Evo Morales adotou uma postura pragmática na relação com empresários, o que lhe garantiu uma vitória no departamento de Santa Cruz, bastião da oposição.