08 de julho de 2026
Internacional

Japão condena aparente execução

Reuters
| Tempo de leitura: 2 min

Prime Minister’s Office of Japan

“Nós estamos usando todos os canais diplomáticos e meios para trabalhar no sentido de uma libertação”, disse o primeiro-ministro Abe

O primeiro-ministro do Japão, Shinzo Abe, exigiu a imediata libertação de um jornalista japonês capturado pelo Estado Islâmico depois que uma gravação de áudio sugeria que outro refém japonês havia sido executado.

 

Funcionários do governo japonês disseram que ainda não tinham confirmado a autenticidade de uma imagem que parecia ser Haruna Yukawa. Abe e outras autoridades exigiram a libertação imediata do outro refém japonês, o repórter Kenji Goto.

 

Yukawa foi capturado pelos militantes em agosto, depois que foi à Síria com planos de abrir o que ele descreveu ser uma empresa de segurança. Goto, um veterano correspondente de guerra, entrou na Síria no fim de outubro para garantir a libertação de Yukawa, de acordo com amigos e colegas de trabalho.

 

Um vídeo, publicado no YouTube ontem e depois apagado, mostrava uma imagem de Goto usando uma camiseta laranja e uma gravação que parecia ser ele falando em inglês.

 

Na suposta gravação, Goto diz que Yukawa tinha sido executado. Mas o jornalista afirmou que o governo do Japão poderia tomar medidas para salvar a sua vida.

 

“Nós estamos usando todos os canais diplomáticos e meios para trabalhar no sentido de uma libertação”, disse Abe a repórteres em breve pronunciamento após uma reunião convocada às pressas com seus ministros do Exterior, da Defesa e de outras pastas. “Este ato de terrorismo é um ato ultrajante e inaceitável de violência”, disse Abe. “Eu tenho um forte sentimento de raiva e condeno com firmeza isso. Eu novamente exijo firmemente a libertação imediata do senhor Kenji Goto ileso.”

 

Agências de inteligência dos Estados Unidos estão trabalhando para verificar a autenticidade da gravação, segundo o vice-porta-voz do Conselho de Segurança Nacional, Patrick Ventrell, em comunicado.

 

O prazo dado por militantes do Estado Islâmico para o Japão pagar um resgate de US$ 200 milhões pelos dois japoneses acabou na sexta-feira.