O Réveillon de 2015 reservava surpresas, alegrias, interrogações, entusiasmo! Faz parte convivermos com as dualidades emocionais a que estamos sujeitos no dia a dia, a cada novo amanhecer. O afã, apatia, descrença, a "esperança", vão desenhando nossos cotidianos durante as semanas, meses do novo ano!
Os quase 100 anos de dona Itália, minha professora e de muitos de nós, no dia 21 de janeiro, na Capital do Estado de São Paulo, entristeceu-nos, e sua longeva presença neste plano foi encerrada com louvor! A rua Riachuelo, em Pederneiras (SP), traduz sua importância e bravura. Batalhadora com toda sua origem e identidade "italianíssima"! Oriunda de São Carlos (SP), embrenhou-se pelo Interior do Estado a dar as suas primeiras aulas, até que fez de Pederneiras, a "Princesinha da Terra-roxa", no início dos anos 50, seu porto seguro! Minhas irmãs Vera e Irene escolheram o caminho não tão suave do professorado, da educação. Irene também enfrentou as distâncias, deixando filho e família, ao encalço de sua missão de alfabetizar já nos primeiros anos a garotada. Pensou em desistir, mesmo antes de se formar e numa atitude e palavras sábias, acolheu os conselhos de minha mãe para que perseverasse, e assim o fez. Primeiro foi para a cidade de Franco da Rocha (SP), depois Airosa Galvão até finalizar e aposentar-se no tradicional e respeitado Grupo Eliazar Braga, pelas mesmas salas e corredores onde eu e centenas de crianças pederneirenses fomos alfabetizados! Obrigado, pequenas notáveis! "Que saudade da professorinha..."
José Francisco Gimenez Camilo
Ex-aluno de Dona Itália