Podem não querer admitir, mas o fato de acusarem no Facebook jovens da Universidade Adventista do Peru que participavam de um "Projeto Vida Melhor" aqui em Bauru de que estariam envolvidos no planejamento de sequestro de crianças foi simplesmente pela característica indígena dos mesmos. Ou seja, puro preconceito.
Por isto, qualquer pessoa que usa as redes sociais deve ter a devida responsabilidade em compartilhar acusações sem provas concretas. Porque responde também pelo crime de denunciação caluniosa, difamação e injúria.
No ano passado, em Santos, uma inocente perdeu a vida porque mentiram no Facebook que ela sequestrava crianças para fazer magia negra. E quem ou qual indenização vai reparar uma vida perdida? Os alunos adventistas peruanos, que oraram em algumas residências em nossa cidade e até ensinaram prevenções contra a labirintite e outras doenças, devido ao boato criminoso receberam até pedradas... E se fossem linchados?
A nossa sociedade ainda tem muita gente que acha que ser pobre, nordestino, negro, ter descendência de índios e outros já é sinônimo de suspeita... Inclusive nas Policias ! Portanto, toda cautela é pouca ao manchar as imagens de terceiros.
E a polícia perdeu uma grande oportunidade de instaurar inquérito e identificar de onde surgiram os boatos. Pelo menos em nossa cidade matava o mal pela raiz!
Pedro Valentim