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Reprodução/Internet |
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Polícia Federal iniciou hoje nova fase da Operação Lava Jato |
O tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, deixou por volta do 12h30 desta quinta-feira (5), a sede da Polícia Federal, em São Paulo, após prestar depoimento sobre a Operação Lava Jato, que investiga desvios de recursos na Petrobras. O depoimento do tesoureiro do PT durou cerca de três horas e, após deixar o prédio, com seu advogado, por uma porta lateral, pegou um taxi. Vaccari ignorou o pedido dos jornalistas para que desse alguma declaração e, de dentro do carro, tentou evitar ser filmado por uma equipe de reportagem.
O tesoureiro, que é um dos alvos da nona fase da Operação Lava Jato, batizada de "My Way", chegou à PF por volta das 9h30, pela porta da frente e sem algemas. Além de Vaccari, outros dois depoentes também prestaram esclarecimentos à Polícia Federal nesta Quinta-feira.
Operação My Way
A Operação My Way, nona fase da Lava Jato, anunciou nesta quinta-feira (5), que um grupo de onze operadores agia na Diretoria de Serviços da Petrobras para pagamento de propinas. A Diretoria de Serviços foi comandada por Renato Duque, alvo da investigação, que foi indiciado para o cargo pelo PT.
Segundo a Procuradoria da República e a Polícia Federal, o tesoureiro do PT João Vaccari Neto é suspeito de ser o principal operador da Serviços, área estratégica da estatal petrolífera porque por ela passavam todos os procedimentos de licitações e contratações.
A PF faz buscas na casa de Vaccari, em São Paulo. Contra ele foi expedido mandado de condução coercitiva. Vaccari foi acusado pelo delator Pedro Barusco, ex-gerente da Diretoria de Serviços, de receber propinas. Barusco chamava Renato Duque de 'My Way', por isso o nome da operação deflagrada hoje.
O procurador da República Carlos Fernando dos Santos Lima disse que a My Way está na fase de "semeadura de provas". Ele declarou que a força tarefa quer saber de Vaccari Neto "informações a respeito de doações que ele solicitou, legais ou ilegais, envolvendo pessoas que mantinham contratos com a Petrobras".
"Esse é basicamente o motivo pelo qual está sendo ouvido nesse momento", declarou o procurador. Indagado se o dinheiro ia para o PT, o procurador disse. "Não posso dizer exatamente o destino porque nem sempre doações passam pelo caminho legal."
Uma grande empresa de Santa Catarina também foi alvo de busca. Segundo a polícia, a companhia supostamente pagaria propina em negócios com a BR Distribuidora em troca de informações privilegiadas e contratos direcionados para ela.