Cerca de 150 funcionários da Ajax realizaram uma manifestação e ocuparam o prédio da empresa na manhã desta sexta-feira (6), em Bauru. Eles prometem permanecer em campana na recepção do local por tempo indeterminado. Uma faixa de isolamento foi colocada pelos próprios trabalhadores na entrada da área fabril para evitar problemas ou danos.
O fato aconteceu um dia após os trabalhadores retornarem das férias coletivas, iniciada em 5 de janeiro, tempo que a empresa teria prometido ao Sindicato dos Metalúrgicos de Bauru e Região utilizar para tratativas no intuito dar uma solução ao passivo salarial acumulado junto aos 1.100 trabalhadores da empresa.
Nenhum representante da Ajax foi encontrado no local para falar sobre o assunto. Uma reunião entre o Ministério Público do Trabalho (MPT) e funcionários está marcada para às 14h30.
Sem solução
A ocupação ocorreu por volta das 7h e a Polícia Militar (PM) foi acionada para acompanhar a movimentação e não houve registro de tumultos.
“Foi feita uma assembleia e o pessoal topou sair de férias coletivas acreditando que quando voltassem haveria solução. Mas chegaram para trabalhar hoje (ontem) e a empresa está sem energia e não há matéria prima suficiente para a produção”, afirma Cândido Augusto Gonçalves Rocha, presidente do sindicato em questão. “Temos AINDA a informação de que na calada da noite estão retirando matéria prima daqui. Viemos garantir o que é nosso, afinal, o patrimônio da empresa pode ser usado para pagar as dívidas com os trabalhadores”, completa o sindicalista.
A Ajax passa por recuperação judicial e seus funcionários reclamam da falta de pagamento dos salários desde o mês dezembro, além do décimo terceiro salário, cuja primeira parcela deveria ter sido quitada em novembro, do atraso de quatro cestas básicas, do cumprimento do acordo coletivo, assinado em setembro do ano passado, e de férias não pagas.
Histórico
Essa não é a primeira vez que funcionários protestam no local. Em 2014, houve paralisação após uma série de demissões, atraso salarial e a descoberta da falta do depósito do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS).
Em dezembro, a empresa do ramo de baterias ficou parada após a CPFL cortar a energia na unidade.
Em tempo: a CPFL cobra da Ajax cerca de R$ 1 milhão em multas e penalidades. A dívida é contestada pela empresa.
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Quioshi Goto/Arquivo |
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Essa não é a primeira vez que funcionários vão reivindicar na Ajax |