A Universidade Harvard, um dos melhores centros de ensino superior dos Estados Unidos, proibiu na última semana que seus professores tenham “relações sexuais ou românticas” com os alunos de graduação.
A medida é uma revisão da política contra assédio sexual e de gênero da instituição e vale para todos os professores, independente de que eles deem aulas para os alunos com quem eles se relacionam ou não.
Além dos professores, Harvard também proibiu as relações sexuais e românticas entre pós-graduandos que exerçam trabalhos de monitoria e graduandos.
No caso da pós-graduação, a regra vale para casais formados por professores e seus orientandos.
A universidade não comentou qual será a pena para membros da comunidade acadêmica que violarem a regra.
Para Anita Levy, diretora-adjunta da Associação Americana de Professores Universitários, a medida é válida, mas pode não obter o resultado desejado.
“Tenho a preocupação de que esta proibição a relações consensuais possa levar ironicamente a um incentivo para mais uniões entre professores e alunos, além de torná-las mais atrativas”, diz Levy.
DENÚNCIAS DE ABUSO
A mudança ocorre em um momento em que as principais universidades americanas se colocam na defensiva devido a denúncias de violência sexual nos campi.
Em maio de 2014, o Departamento de Educação dos Estados Unidos publicou uma lista de 55 universidades que estavam sendo examinadas pelo governo por supostamente fazer uma gestão ruim das denúncias de assédio e abuso sexual.
Localizada no estado de Massachusetts, Harvard está na lista. Sua “concorrente”, a Universidade Yale, já havia proibido relações entre estudantes e professores em 2010.