VIOLÊNCIA SEM FIM
A violência dos torcedores parece não ter fim, como a briga árabes x judeus. O primeiro Palmeiras x Corinthians da história do Allianz Parque já ficou marcado pela selvageria. E não adianta clássico de torcida única, porque eles brigam de qualquer jeito, dentro, fora e longe do estádio. Esses doentes da cabeça marcam os duelos pela Internet. Doentes, não. Vagabundos. O entorno da arena verde se transformou em praça de guerra antes do clássico, com confronto de policiais militares e torcedores palmeirenses. Alguns foram presos, mas poucas horas depois liberados. Na véspera, selvagens agrediram jovens no metrô, só porque eles vestiam a camisa do São Paulo. Eram torcedores comuns e não de organizadas, que iam ao Pacaembu ver o Tricolor. Nada a haver com Palmeiras x Corinthians. E 40 contra 4 é uma covardia que não tem tamanho. Como o metrô é bem monitorado a PM fez algumas prisões, mas logo depois os arruaceiros estavam livres. Famílias nos estádios? Nunca mais.
MEDO
A polícia prende, mas justiça solta, e assim fica difícil. Sabemos que as cadeias estão lotadas, mas uma urgente e drástica medida precisa ser tomada para acabar ou pelo menos diminuir a violência dos torcedores de futebol. Com a recepção nada calorosa nos arredores do Allianz Parque, diversas pessoas desistiram de acompanhar o clássico e voltaram para suas casas. Por mais que os dirigentes neguem, os clubes ajudam as organizadas, por vários motivos, principalmente medo dos hooligans.
O TEMPO PASSA
O novo Palmeiras ainda não engrenou, mas não dá para esperar muito pelo entrosamento, já que o Paulistão é de tiro curto e o tempo passa depressa. O Verdão vem de duas derrotas seguidas, está fora da zona de classificação, e joga na obrigação de vencer o Rio Claro amanhã. Continuo achando que a dupla de zaga Jackson-Vitor Ramos é melhor do que a atual titular, formada por Tobio e Victor Hugo.
PRO GASTO
O Santos não vem jogando bem e nem mal neste início de Paulistão. Deu pro gasto a exibição na vitória sobre o Red Bull. A decisão de vender o mando do jogo da Vila para o Teixeira não afetou o desempenho do time. Robinho fez falta e não gostei de Elano. Mesmo assim o Peixe é líder.
MODA
Não é tendência. É moda, mesmo. Chamam o estádio do Capivariano de Arena Capivari, palco do jogo de hoje entre caçula da elite e Mogi Mirim, vice-líder geral do Paulistão.
FORA
O técnico Luis dos Reis dançou, e agora o Conselho do Marília quer a saída do gestor Sérgio Melle. O time vai mal, e segundo o Portal Futebol Interior, por atrasar salários, premiações e dar calote em hotéis, a família Melle deu ao MAC o título de clube mais caloteiro do Paulistão.
MEMÓRIA
Paulistão de 2008: Noroeste 3 x 2 Corinthians, em Bauru, gols de Edno, Edylton e Leandrinho. André Santos e Finazzi para o Timão. Árbitro: Cléber Abade. Público: 15 mil. Noroeste: Fabiano; Edylton, Éder Monteiro, Anderson Marques e Leandro Eugênio (Gilsinho); Júlio, Marcelo Santos, Edno e Luciano Bebê (Éder Satílio); Vandinho (Alexandre Luz) e Leandrinho. Técnico: Márcio Bittencourt. Corinthians: Felipe; Chicão, Willian e Carlão (Finazzi); Carlos Alberto, Fabinho, Bóvio, Lulinha e André Santos; Dentinho e Herrera (Acosta). Técnico: Mano Menezes.
AQUELE ABRAÇO
Aquele abraço Felinto, novo zagueiro e volante do Geisel.