09 de julho de 2026
Polícia

Professora é encontrada morta em apartamento no Jd. Panorama

Paola Patriarca e Marcele Tonelli
| Tempo de leitura: 2 min

João Rosan/Reprodução

Laudo: Waldete Junqueira teve um edema agudo de pulmão

O corpo de uma mulher de 52 anos foi encontrado, por volta das 9h de quarta-feira (11), no interior de um apartamento, que fica no sexto andar de um prédio localizado na quadra 10 da rua Albino Tâmbara, no Jardim Panorama, em Bauru. Waldete Aparecida Junqueira Prado estava deitada em uma cama e possuía escoriações nos braços, além de uma mancha vermelha no pescoço.

A ocorrência, que primeiramente foi tratada como suspeita de homicídio, já que a vítima havia brigado com o filho horas antes de morrer, intrigou a polícia. O delegado plantonista da Central de Polícia Judiciária (CPJ) Luiz Claudio Massa descartou a hipótese de homicídio, baseado em um laudo preliminar do Instituto Médico Legal (IML), emitido ainda na tarde de ontem, que aponta como causa morte um edema agudo de pulmão, indicativo do uso de substâncias.


O caso


Waldete era professora da rede de ensino infantil do município e morava com um companheiro. Durante este mês, o filho dela, de 30 anos, estava no apartamento para passar as férias, pois estuda medicina na Bolívia. “Ele nos contou que, por volta das 23h, se envolveu em uma discussão com a mãe. Durante a briga, os dois se agrediram. O estudante alegou que chegou a lesionar o pescoço da mãe e ele também foi agredido”, diz o tenente da PM Vinicius Sayki.


Em seguida, o estudante teria saído do apartamento. Ao retornar, encontrou a mãe dormindo no sofá. “Ele disse que ela estava embriagada e que a colocou na cama. Mas, ao acordar, por volta das 9h, constatou que ela estava morta”, conta o policial.


Suspeita


No início das investigações, a polícia suspeitava que o caso tratava-se de homicídio. “Além de confirmar a briga, ele também tinha marcas no rosto”, comenta o delegado. Mas a suspeita caiu por terra após o exame do IML apontar que a mulher possuía lesões apenas nos braços e que o inchaço no pescoço teria decorrido do processo de insuficiência respiratória. As manchas, também no pescoço, eram indicativos de uma possível overdose causada por medicamentos ou drogas.


Com o documento preliminar em mãos, a polícia ouviu o depoimento do filho e o liberou. Antes porém, ele passou por exames de corpo delito e residuográfico. Outras pessoas da família também foram ouvidas, assim como o companheiro da mulher.


Com os resultados dos exames e o laudo definitivo do instituto, que deve ficar pronto em até 30 dias, a polícia decidirá pelo arquivamento ou não do caso, que foi registrado na CPJ como morte suspeita.