A Polícia Rodoviária Federal flagrou 18 vendedores sendo transportados em redes penduradas no interior do baú de um caminhão, na terça-feira (10) à tarde, em rodovia de Guaiçara (113 quilômetros de Bauru). Os trabalhadores, que estavam em situação irregular de trabalho, percorreriam ainda cerca de quatro mil quilômetros naquela situação até o destino final, no Interior da Paraíba.
O flagrante ocorreu na altura do km 168 da rodovia Transbrasiliana (BR-153), por volta das 16h. Segundo informações da polícia, a viagem foi interrompida devido ao excesso de velocidade do veículo, um Ford Cargo com placas de São Bento-PB.
Para a surpresa dos policiais, ao abrir a carroceria do caminhão, uma cena inusitada, porém irregular: os trabalhadores viajavam sobre as redes, penduradas na estrutura interna do contêiner.
Os vendedores afirmaram que saíram de São Bento, cidade do interior da Paraíba (389 quilômetros da capital João Pessoa), e foram até o interior do Rio Grande do Sul, onde ficaram por cerca de três meses comercializando os produtos, passando por cidades como Camaquã-RS e São Luiz Gonzaga-RS.
O último município que os comerciantes estiveram foi em Camaquã-RS (129 quilômetros da capital Porto Alegre), de onde vinham quando foram abordados em Guaiçara. Eles retornavam ao interior da Paraíba, em uma jornada de, aproximadamente, quatro mil quilômetros.
Nenhum dos 18 vendedores possuía registro de trabalho e Carteira de Legislação Trabalhista. Eles foram encaminhados ao terminal rodoviário de Lins para concluir a viagem de retorno a São Bento de ônibus.
‘Degradante’
A multa para o transporte ilegal de pessoas em rodovias, com valor de R$ 191,54, foi aplicada. O Ministério Público (MP) do Trabalho foi acionado para averiguar a situação de trabalho irregular dos vendedores.
De acordo com o procurador do MPT em Bauru, Luis Henrique Rafael, um processo investigatório foi instaurado, mas a denúncia seria enviada para apuração na Paraíba. “A procuradoria de lá pode exigir a regularização dessa fábrica, pois os trabalhadores foram flagrados em trânsito, ou seja, não cabe a nós investigar”, explicou.
Para Rafael, o fato dos vendedores não terem registro em carteira configura “trabalho degradante”. “A forma como estavam sendo transportados é totalmente ilegal. O ser humano não pode ser levado dentro do baú de um caminhão. Ele tem de ser transportado em ônibus”.
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Polícia Rodoviária Federal/Divulgação |
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18 trabalhadores estavam em situação de trabalho irregular e sendo trnasportados de maneira ilegal |
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A última cidade que os comerciantes estiveram foi Camaquã-RS (129 quilômetros da capital Porto Alegre) e agora estavam voltando para o interior da Paraíba, em uma jornada de 4 mil quilômetros, pendurados em redes dentro do baú do caminhão.
Questionados sobre o registro de trabalho e a Carteira de Legislação Trabalhista, todos informaram que não possuíam.
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Polícia Rodoviária Federal/Divulgação |
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Caminhão Baú foi abordado pela PRF pois estava em excesso de velocidade na rodovia BR-153 |