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Paola Patriarca |
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A Cartola foi a segunda escola a se apresentar nesta noite |
Uma das mais aguardadas pelo público e que já foi 11 vezes campeã, a agremiação Acadêmicos da Cartola foi a segunda escola de samba a desfilar neste primeiro dia de Carnaval no Sambódromo de Bauru. Com fogos de artifícios, a escola entrou à 0h35 e levantou a arquibancada com cinco carros alegóricos, 15 alas e 1.200 integrantes.
O número sete foi escolhido como o grande destaque. Sete dias da semana, sete cores do arco-íris, sete notas musicais, sete anos de azar para quem quebra um espelho, sete vidas para um gato. Essas são apenas algumas das formas que o sete foi apresentado a todos os presentes no Sambódromo de Bauru.
Para um dos intérpretes do samba-enredo Daniel Nascimento, desfilar para o Cartola o faz esquecer do mundo ao redor. “Quando eu entro na avenida e canto para essa escola, eu esqueço do mundo lá fora e chego a me arrepiar. Estou confiante que este ano seremos vencedores de novo”, contou.
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Paola Patriarca |
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1.500 passistas da Cartola levaram cor e alegria para o público |
Uma das integrantes da bateria, Rosângela Vasconcelos, faz parte da escola há 18 anos. “A cada ano é uma emoção nova, uma disposição e vontade de fazer o público sambar. É muito emocionante”, disse ao JCNET.
Cada carro alegórico apresentou uma surpresa aos espectadores. Após o tradicional carro abre-alas do Cartola, o segundo carro trouxe o imaginário infantil, arco-íris, árvores e crianças. Já o terceiro carro representou o tema cinema com direito até uma Marilyn Monroe e estatueta do Oscar.
"É hora de festejar"
E quem assistiu ao desfile da Cartola viu 1.500 integrantes dispostos a transmitir alegria e samba no pé. O casal Edmar Amantea e Sueli Garcia estava em uma das alas. Para eles, o desfile é sinônimo de festa . “Faz três anos que participamos e temos a certeza que a Cartola veio com tudo, com o samba-enredo, carros e passistas”, disse Edmar.
O quarto carro alegórico da Escola trouxe o mundo árabe e a dança dos sete véus. Mas o que mais chamou a atenção do público foi o último carro, um cemitério composto por integrantes da torcida organizada Fiel Macabra de Bauru. Durante o desfile, o caixão se abria e dele saía os mortos.
A escola ficou sem som durante um período do desfile, mas isso não foi motivo de desânimo. Os passistas e intérpretes puxaram o samba e chamaram o público para cantar junto.
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Fotos/Paola Patriarca |
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A Cartola levantou o público e todos cantaram o samba-enredo da escola, que já tem 11 títulos |
Veja vídeo: ( Imagens Victor Peruch)