10 de julho de 2026
Carnaval 2015

"#Saudades" é samba-enredo da Águia de Ouro, a segunda a desfilar em Bauru

Vitor Peruch
| Tempo de leitura: 2 min

Quem tem boas recordações dos tempos de infância pôde relembrar e, ao mesmo tempo, sambar na madrugada desta terça-feira (17), no Sambódromo de Bauru, com a Escola Águia de Ouro.

O samba-enredo, que já existia há pelo menos dois anos na cabeça do presidente Edivaldo Simões, fez com que os foliões viajassem no tempo. “Esconde-esconde, pega-pega eu brinquei, Bola de gude um peão eu vou jogar, De geração em geração, uma cantiga a ninar”, cantava o samba de Joãozinho.

Vítor Peruch

Águia de Ouro lembrou os tempos de infância em desfile nostálgico e animado na passarela do samba

A escola entrou na passarela do samba por volta da 1h05, com pouco mais de 45 minutos de atraso, com a comissão de frente “Tempo bom que não volta mais”, que arrancou elogios do público pela interpretação e animação.

Vítor Peruch

Choro e emoção na concentração da Águia de Ouro

Antes disso, na concentração, muita emoção por parte dos integrantes. Após um discurso emocionado dos intérpretes.

Até a chuva deu uma trégua para os foliões relembrarem o passado e contagiarem o bom público presente.

A escola, fundada em 1975, veio para a avenida com cerca de 800 integrantes, 4 carros alegóricos e 12 alas.

Sanfoneiro no samba

A Escola de Samba Águia de Ouro apresentou uma inovação para o Sambódromo de Bauru. Jefferson Henrique, de 30 anos, trouxe sua sanfona e acompanhou os intérpretes e músicos.

“Há três anos surgiu o convite para eu trazer a sanfona para o desfile. Este ano me senti confiante para fazer essa mistura louca, depois de muito trabalho árduo, tenho que admitir que será surpreendente”, garantiu o sanfoneiro.

Vítor Peruch

O sanfoneiro Jefferson garantiu que a ''mistura louca" daria certo e que iria animar o público presente

Bateria hippie e superação

A Águia, assim como outras escolas, trouxe um bom número de crianças na bateria. Além disso, o mestre Gu, junto com o Carnavalesco Gilsinho, fizeram uma “bateria hippie”.

Entre os ritmistas de mestre Gu, destaque para Jeferson Rodrigo, de 34 anos, que compareceu para tocar mesmo com a perna quebrada após um acidente.

“É muita emoção, o samba tá no sangue, a Águia de Ouro tá no coração e jamais iria abandonar minha escola”, garantiu Jeferson.

Além de Jeferson, a princesa da bateria, Deridiane Costa, de 33 anos,também estava superando seus  limites para estar na passarela do samba.

“Passei por uma cirurgia na coluna há cinco meses e o médico disse que dificilmente eu iria voltar a andar, e estou aqui sambando”, afirmou ela.

Vitor Peruch

A Escola de Samba Águia de Ouro veio com 800 integrantes em quatro carros alegóricos e 12 alas

Vítor Peruch

Superação: Jeferson na bateria com o pé quebrado; Deridiane, como princesa de bateria, após o médico afirmar que dificilmente ela estaria andando