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Malavolta Jr. |
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Águia de Ouro trouxe saudosismo; na foto à esquerda, Veridiane Rossi |
A palavra saudade é conhecida como uma das mais difíceis de se traduzir no mundo. O sentimento, que envolve um mundo infinito de cores, cheiros, rostos e momentos, foi levado para a avenida pela Águia de Ouro, a segunda a desfilar no último dia de Carnaval em Bauru.
Foi neste clima saudosista que a escola campeã do ano passado, composta por 800 integrantes, relembrou personagens marcantes do passado e brincadeiras que, com a transformação das gerações, perderam espaço para a tecnologia. A comissão de frente, que interagia com o público, era formada por passageiros do “trem da saudade”, vestidos com roupas de época.
Já o carro abre-alas trazia ídolos das crianças de décadas atrás, como Chaves e Chapolin, Xuxa e suas paquitas, Super-Homem e Emília. Em outra alegoria, dedicada à música e ao cinema, dividiam o mesmo espaço personalidades tão diversas como Edward Mãos de Tesoura, Amy Winehouse, John Lennon e o Incrível Hulk.
Emoções
Composto por Joãozinho Ferrari, o samba-enredo “#Saudades” exaltou, ainda, os brinquedos de antigamente - como estilingue, bola de gude, boneca de pano e bolas de meia, assim como os velhos discos de vinil coloridos que embalavam o sono das crianças com contos infantis.
Capitão gancho e sininho estavam lá, representados pelo casal de mestre-sala e porta-bandeira. Até mesmo a loira do banheiro desfilou no Sambódromo, para lembrar de uma das mais famosas lendas urbanas que causavam pânico na população em tempos passados.
A bateria, integrada por muitas crianças, criou um bonito visual com a representação dos hippies e seus cabelos no estilo black power. O desfile foi encerrado um uma ala de “interrogação”, questionando se as futuras gerações terão as mesmas lembranças que as que viveram em décadas passadas.
Palavra do presidente
“Nós trabalhamos o ano inteiro para apresentar uma escola bonita ao público. Se formos campeões ou não, pelo menos, fizemos a nossa parte. Ficamos vários dias debaixo de sol e chuva para preparar a apresentação. Por conta disso, muita gente se emocionou na concentração. Portanto, aproveito para elogiar toda a comunidade do Geisel, que realmente se envolveu na iniciativa.”
Edivaldo Simões, o Dida, Presidente da Águia de Ouro
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Alex Mita |
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"Não percebi qualquer posicionamento de alas que viesse a prejudicar a harmonia e a evolução", afirma o analista Valmir Negrão |
Voz do analista
Um samba-enredo que tentou agradar todas as gerações, mas sem muitas novidades. É o que afirma o analista Valmir Negrão. Para ele, a Águia de Ouro é uma boa escola e agradou o público.
“Não percebi qualquer posicionamento de alas que viesse a prejudicar a harmonia e a evolução. Porém, em comparação com as demais que desfilaram, não acredito que a escola venha a ser a campeã”, finaliza. (Com Cinthia Milanez)