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Danny Moloshok/Reuters |
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Aos 54 anos, Julianne Moore levou estatueta de melhor atriz por atuação em ‘Para Sempre Alice’ |
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Nicholson Lucy/Reuters |
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O mexicano Alejandro González Iñárritu só sorriso: melhor diretor por ‘Birdman’ |
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Mike Blake/Reuters |
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Britânico Eddie Redmayne, melhor ator, recebeu ontem elogio público do astrofísico Stephen Hawking, que ele interpretou |
Teve de tudo um pouco no Oscar. O evento realizado domingo, em Los Angeles, mostrou até o apresentador Neil Patrick Harris de cueca no palco em paródia de “Birdman” (vencedor em quatro categorias, inclusive a de melhor filme).
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Em Bauru, também existe uma “academia própria” formada por cinéfilos que, além de gostarem muito de cinema, entendem da arte. Teve até bolão de amigos na noite do Oscar. E a jornalista Júlia Dantas, 27 anos, foi a ganhadora do bolão deste ano. São cinco anos analisando como a academia escolhe seus ganhadores.
“Encaramos o bolão como um evento entre amigos. Tem gente que até se reúne para assistir. Como participo do bolão, aprendi a entender um pouco como a academia vota. Não teve surpresa para mim, mas acho que ‘Boyhood’ devia ter ganhado”, opinou.
O jornalista e cinéfilo Gustavo Cândido, 43, foi além dos comentários. Fez questão de reproduzir cenas de filmes como “Forrest Gump” e “Boyhood” em fotos com ele mesmo de “protagonista”. A produção foi na Praça Dom Pedro II (Centro de Bauru) e no tapete de sua própria casa. Quem viu pelo Facebook, aprovou.
“Muita coisa está envolvida no prêmio, além da qualidade. Então quando falamos em ganhar, existem injustiças que o tempo irá corrigir. Como, por exemplo, quando ‘O Resgate do Soldado Ryan’ perdeu para ‘Shakespeare Apaixonado’. Com o passar dos anos o ‘O Resgate do Soldado Ryan’ foi se tornando cada vez mais referência, mais clássico”, avalia ele.
Seguindo a mesma linha de raciocínio, o jornalista comparou “Boyhood” e “Birdman”. “‘Boyhood’ é uma ideia fantástica! E ‘Birdman’, com a maneira de filmar com a câmera contínua, trouxe história lúdica sem deixar de ser crítica e original”.
No seu ponto de vista, acredita que Michael Keaton deveria ter levado a estatueta de melhor ator, ao invés de Eddie Redmayne, protagonista de “A Teoria de Tudo”.
“Nós já vimos atores fazerem personagens com deficiência, alterações físicas. Você sabe que é um papel que exigirá muito do ator, mas eu acho menos sutil do que o papel do Michael, de ator atormentado pelo passado, pelo desejo de mudar a vida. Eu senti sim do ‘Boyhood’ não ter faturado a direção ou talvez até filme”.
Análise e emoção
Já Lucius de Mello, autor do livro “Eny e o Grande Bordel Brasileiro” e que trabalhou em Bauru, aprovou os donos das estatuetas deste ano. “Gostei muito da vitória de ‘Birdman’. Sou fã do Alejandro González Iñárritu desde “21 Gramas” [2003]. O filme realmente mereceu o prêmio de melhor do ano, melhor roteiro original e melhor direção”. Sobre a cerimônia em si, destaca: “O momento mais emocionante foi Lady Gaga e o tributo aos 50 anos do filme ‘A Noviça Rebelde’”.
Também consultado pelo JC, o produtor Willian Volponi justificou que a produção diferente de “Boyhood” e “Birdman” foi crucial.
“Os dois projetos foram audaciosos: o ‘Boyhood’ e o ‘Birdman’ tiveram uma ideia de montagem muito diferenciada. O fato do ‘Birdman’ ter passado a imagem de que foi gravado em um ‘take’ só acaba chocando mais do que o ‘Boyhood’, que foi gravado em 12 anos. Acaba não sendo surpresa que ele tenha ganhado mais prêmios do que o ‘Boyhood’”.
Brasil na vontade
Disputando a estatueta com o elogiado documentário “O Sal da Terra”, codirigido pelo brasileiro Juliano Salgado, filho do fotógrafo Sebastião Salgado, tema da produção, o Brasil perdeu para “CitizenFour”, sobre Edward Snowden.
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Reprodução |
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Gustavo Cândido ‘vira’ Forrest Gump em ensaio no Facebook |