10 de julho de 2026
Internacional

Juiz argentino descarta acusação de acobertamento contra Cristina Kirchner

Por Hugh Bronstein e Richard Lough | Reuters
| Tempo de leitura: 1 min

Enrique Marcarian/Reuters

Promotores acusam Cristina Kirchner de conspirar para acobertar o suposto papel do Irã no atentado de 1994 a uma entidade judaica

Um juiz argentino descartou a acusação feita por promotores federais de que a presidente Cristina Kirchner conspirou para acobertar o suposto papel do Irã no atentado de 1994 a uma entidade judaica, informou o judiciário do país em um comunicado nesta quinta-feira.

O juiz Daniel Rafecas decidiu “não dar continuidade” ao caso, retomado no início deste mês, depois que o promotor encarregado, Alberto Nisman, foi encontrado morto com um tiro em 18 de janeiro em circunstâncias misteriosas que desencadearam um tumulto político e levaram a uma reforma na agência de espionagem argentina.

“Os indícios colhidos estão longe de cumprir os critérios mínimos”, informou uma declaração do Centro de Informação Judicial, a agência de notícias do judiciário.

O promotor Gerardo Pollicita deu sequência à investigação de Nisman para descobrir se Cristina dificultou o inquérito sobre o atentado para assegurar um acordo de troca de grãos por petróleo com Teerã. A presidente classifica as alegações como "absurdas".

Pollicita deve apelar da decisão de Rafecas de não prosseguir com a investigação. O Irã vem negando repetidamente seu envolvimento no ataque à Associação Mutual Israelita Argentina (Amia) em Buenos Aires, que deixou 85 mortos.