Há 88 anos o presidente Louis B Mayer, da Metro Goldwin Mayer, teve a ideia de fundar a Academia de Ciências Cinematográficas, ate hoje a responsável pelas votações do Oscar. Já a estatueta foi criada 19 anos depois, em 1948. Ela mede 34 cm de altura, é feita com 92% de estanho, 7.5% de cobre, além de ser folheada a ouro e platina. Seu peso final é de 3,85 quilos. A grande artista Betty Davis, ao vê-la pela primeira vez, achou-a parecida com seu ex-marido H. Oscar Nelson. Foi desta forma que a estatueta ganhou esse nome.
A concorrência para se ganhar um Oscar é de realização super-democrática, pois decorre da vontade de 4.755 eleitores, dentre artistas, diretores, técnicos, jornalistas e outros. Apesar de difícil é uma luta que, no fim, se reveste em ganho de dinheiro pela fama e cartaz que confere. Ao par disso, quando se ouve dizer que uma maquilagem feita na noite do Oscar custa de 1.500 a 3.000 euros, quase dá para entender.
Algumas artistas providenciam seus trajes dois meses antes. Por tudo isso compreende-se os gritos e saltos dos vencedores. Algum analista político talvez compare a festa do Oscar ao programa pão e circo utilizado pelos romanos antigos, visando tirar da cabeça do povo idéias revolucionárias. Essa festividade, no fundo, como nos disse um psiquiatra, tem relação com o que Freud dizia acerca de fumo, álcool, euforizantes, etc: afastar o usuário momentaneamente de alguma realidade desagradável. Embora tenha sido constatada uma queda de 43 para 34 milhões de espectadores entre 2014 e 2015, não há dúvida de que se trata de evento com consequências mundiais. Assistir a entrega de um Oscar lhe traz algo que se lembra para o resto da vida.
Rui Bertoti