09 de julho de 2026
Geral

Servidores do MPF estão em greve por tempo indeterminado

Paola Patriarca
| Tempo de leitura: 1 min

Cerca de 20 servidores do Ministério Público Federal (MPF) de Bauru aderiram à greve nacional e paralisaram as atividades por tempo indeterminado. A categoria reivindica reajuste salarial.


“Faz 9 anos que estamos sem reajuste da inflação, que é aquela correção anual. A inflação acumulada desse período é de mais de 50%. Ninguém faz nada e estamos com o serviço prejudicado”, declarou Sandra Helena Barbosa de Andrade, 47 anos, servidora pública.


Apesar da greve, que começou no último dia 19, Sandra informou que o atendimento ao público não está prejudicado, pois 30% dos servidores continuam trabalhando.

Alguns grevistas foram às ruas na semana passada com placas com os dizeres “Governo Federal investigado. Ministério Público retaliado. Se isto te incomoda, buzine!”. “Iremos fazer mais passeatas nos próximos dias”, enfatizou.


Em nota, o Ministério Público da União (MPU) informou que a Administração se solidariza com seus servidores. “Constou da proposta orçamentária da Instituição para 2015, aprovada pelos Procuradores-Gerais dos ramos do MPU e encaminhada ao Poder Executivo, a reestruturação das carreiras dos servidores, a qual se encontra, no momento, sob análise do Congresso Nacional. Espera-se que os Poderes Legislativo e Executivo se sensibilizem para essa justa reivindicação, com vistas à melhoria dos serviços prestados pelo Ministério Público a bem da sociedade”, informou.


NEGOCIAÇÕES


Na última quinta, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, recebeu representantes sindicais para falar sobre as negociações. Durante a reunião, Janot afirmou que permanece aberta a comunicação com o Executivo e reiterou que a estratégia adotada pela Administração é garantir a previsão dos recursos orçamentários no Anexo 5 da Lei Orçamentária Anual (LOA).


O procurador-geral, porém, ponderou que ainda não há uma posição definida por parte do Executivo.