08 de julho de 2026
Geral

Bauru confirma mais 63 casos de dengue


| Tempo de leitura: 4 min

Mais 63 casos de dengue, sendo 60 autóctones e três importados, foram confirmados pela Secretaria da Saúde de Bauru, nesta quinta-feira (5). A pasta pede a colaboração dos munícipes para o combate contra o mosquito.

Em 2015, até o momento, Bauru registra um total de 533 casos de dengue, sendo 504 casos autóctones e 29 casos importados e sem óbito. Em 2014 foram registrados 432 casos, sendo 380 casos autóctones e 52 importados, sem óbitos.  

Até esta sexta-feira (6), a Divisão de Vigilância Ambiental mantém o trabalho de prevenção com visitas domiciliares para vistoria e orientação em todas as regiões da cidade, trabalho de bloqueio que consiste em busca ativa de criadouros do mosquito transmissor, em bairros com registros da doença, como Altos da Cidade, Jardim Terra Branca, Jardim Eugênia e Jardim Solange e nebulização no Jardim Redentor, entre outras ações.

Já a Divisão de Vigilância Epidemiológica continua com atividades de capacitação e aperfeiçoamento entre os profissionais da rede pública e privada possibilitando um melhor controle da doença, destacando a necessidade da notificação dos casos de forma sistemática pelos órgãos de atendimento aos casos suspeitos.

Prevenção

·        Evitar vasos de plantas com pratos de plásticos

·        Manter ralos internos e externos tampados, bem como vasos os sanitários

·        Manter as piscinas limpas, tampadas ou desmontadas, quando possível

·        Descartar todo material inservível com potencial para criadouro de larvas do mosquito Aedes aegypti (garrafas, latas, embalagens vazias, pneus e outros)

·        Manter a limpeza das calhas antes de sair de casa por vários dias

Saúde esclarece detalhes sobre procedimentos de combate à dengue e pede a colaboração da população

Visando o controle da dengue no município, a Divisão de Vigilância Ambiental esclarece à população sobre os procedimentos utilizados para o combate à Dengue, para que todos colaborem  de forma a não impedir o trabalho dos agentes de endemias no interior de suas residências.

A colaboração da população se faz necessária neste momento em que os casos confirmados da doença se apresentam em números alarmantes em várias cidades do país. Entretanto, segundo a coordenação, em Bauru, em média apenas 1% do total dos responsáveis pelos imóveis visitados, dificulta o trabalho dos agentes, o que mostra que existe a preocupação dos moradores diante da situação.

O trabalho desenvolvido é o bloqueio de controle de criadouros que funciona da seguinte forma:

Os agentes realizam vistoria num raio de 500m ao redor da residência da pessoa contaminada com o vírus da doença. Na vistoria interna é verificado, os ralos, box, caixa de geladeiras, vasos com flores entre outros e na externa todo os tipos de recipientes que possam acumular água como, ralos, calhas, pratinhos de plantas, comedouros de animais entre outros. A visita visa eliminar possíveis criadouros do Aedes Aegypti.

Quando necessário eliminar as larvas é aplicado produto adequado. Também é feita a orientação aos moradores para manter o local sem recipientes abertos que possam servir de criadouro para o mosquito Aedes Aegypti.

Além dos imóveis residenciais, comerciais e industriais, os terrenos baldios também são vistoriados e se estiver com possíveis criadouros do mosquito, tem seus proprietários notificados, e os mesmos devem realizar a limpeza. Caso não ocorra a limpeza, os proprietários são autuados e multados.

A nebulização é realizada onde existem casos confirmados de Dengue. Antes da aplicação do inseticida, os agentes visitam as residências passando as orientações e identificando possíveis criadouros do Aedes. A principal orientação é a de que o morador deve ficar no mínimo 30 minutos fora do imóvel após a aplicação.

É feita a nebulização dentro e fora das residências. Vale lembrar que o inseticida só tem ação no momento da aplicação, eliminando os mosquitos adultos que estiverem no local.

É importante lembrar que todo material por menor que seja, onde possa acumular água, é um criadouro do mosquito.

Os agentes são identificados através de uniformes e crachás e em caso de dúvida, o telefone de contato é 3103-8050-Divisão de Vigilância Ambiental.

Curiosidades sobre o mosquito da Dengue

Os ovos do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue,  podem sobreviver até 450 dias (aproximadamente 1 ano e 2 meses), mesmo que o local onde ele foi depositado fique seco.

Se este local receber água novamente, o ovo volta a ficar ativo, podendo se transformar em larva e depois em pupa, e a partir daí, atingir a fase adulta de 2 a 3 dias.

Essa alta resistência dos ovos é um dos fatores que dificultam a erradicação desse mosquito. Nesse caso recomenda-se que o local seja bem lavado com esponja de aço para destruir definitivamente os ovos que persistirem.