11 de julho de 2026
Regional

Capitania Fluvial Tietê-Paraná fiscaliza hidrovia na região desde segunda-feira

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

João Rosan

Capitão-de-fragata Luiz Vasconcellos satisfeito com resultados

A Operação “Amazônia Azul”, desenvolvida pela Marinha do Brasil, começou na segunda-feira e será concluída neste sábado (7) em todo o País. Na região, a Capitania Fluvial Tietê-Paraná, sediada em Barra Bonita (68 km de Bauru), foi a responsável pelas atividades, voltadas para a fiscalização de embarcações, e que contou ainda com o apoio da Polícia Federal (PF) de Bauru e o Ibama de São José do Rio Preto, com dois agentes de cada, fiscalizando outras possíveis irregularidades.


Até sexta-feira (6), foram 394 abordagens na área de jurisdição da Capitania Tietê-Paraná, com um total de 30 notificações – que abrange o Rio Tietê e uma porção expressiva do Rio Paraná na divisa entre São Paulo e Mato Grosso do Sul. “A maioria das notificações tem relação com algum documento da embarcação que não está em ordem. A partir da notificação, abre-se um prazo de oito dias para o responsável apresentar defesa, se isso não ocorrer abre-se um auto de infração”, explica o capitão-de-fragata Luiz Alberto Vasconcellos, Capitão dos Portos do Tietê-Paraná. A Capitania Tietê-Paraná é subordinada ao 8º Distrito Naval (com sede em São Paulo), sob o comando do vice-almirante Wilson Pereira de Lima Filho.


“A falta de arrais (documento necessário para conduzir embarcações) é algo que já não é tão frequente, as pessoas que utilizam transporte fluvial aos poucos melhoraram bastante a consciência neste aspecto. Até por se tratar de uma infração mais grave também”, relata. Os dados foram apresentados na tarde de ontem, em coletiva de imprensa que o JC acompanhou, em Barra Bonita.


O capitão-de-fragata Luiz Vasconcellos salienta o objetivo da Operação “Amazônia Azul”, que acontece pelo segundo ano consecutivo. “A fiscalização é feita durante o ano todo, mas na Operação reforçamos a estrutura, incrementando a capacidade de fiscalizar, inibindo a realização de ilícitos. Em 2014 já foi um sucesso, e os números que já temos em 2015 mostra que neste ano será ainda mais”, reforça.

Em 2014, foram 8.159 inspeções em todo o Brasil. No Rio Tietê há prevalência de embarcações de lazer, até em função da limitação de uso do rio para navegação nos últimos meses, com o volume de chuvas menor que a média no Estado de São Paulo. “No Tietê, devido a esta questão da limitação atual da hidrovia, a maior demanda são as embarcações de lazer, principalmente aos finais de semana e feriados”, salienta.


‘Amazônia Azul’


A chamada “Amazônia Azul” é toda a extensão das águas marítimas do Brasil, totalizando 4,5 milhões de quilômetros quadrados. O termo surgiu em 2006, dentro da Marinha, a pessaou a ser usado oficialmente em 2010, inclusive com registro no Instituto Nacional de Propriedade Industrial. A alusão a Amazônia Verde se deve ao fato de tanto o oceano Atlântico como a floresta equatorial ocuparem grandes áreas, ricas em biodiversidade, e ainda de suma importância estratégica na defesa nacional.


Apesar dos rios não integrarem a Amazônia Azul, quando a operação é deflagrada, a fiscalização acontece tanto em águas marítimas como nas fluviais. Em 2015, a Marinha contou com 15 mil militares, 50 navios, 10 aeronaves e 200 embarcações das Capitanias dos Portos na operação, em todo o Brasil. Na Capitania Tietê-Paraná, foram 28 militares e duas embarcações na operação deste ano. Ao todo, a Capitania Tietê-Paraná trabalha com 70 militares e civis ao longo do ano.


A Marinha é considerada a Força Armada mais antiga do Brasil, com seu início remontando a própria origem do País. Teve papel destacado na Guerra do Paraguai, no século XIX. O patrono da Marinha é o almirante Tamandaré, enquanto o Exército tem como patrono Duque de Caxias e a Aeronáutica o inventor do avião, Alberto Santos Dumont.