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Quioshi Goto |
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A artista plástica Andreza Engler, também é estudante de design da Unesp de Bauru, faz exposição de rostos femininos |
Leveza, feminilidade, garra e a beleza individual observadas pelos olhos do coração. Essas palavras simbolizam algumas inspirações para a artista plástica Andreza Engler, 25 anos, que acabaram dando origem a uma série de quadros de retratos de mulheres do Coletivo Feminista Abre Alas (que se reúne na Unesp). A qualidade e excentricidade dos quadros estão em exposição gratuita em homenagem a elas na USP a partir desta quinta-feira (12).
Andreza, que também é estudante de design na Unesp e estagiária dos Correios em Bauru, aprendeu cedo sobre técnicas de pintura.
As aulas eram ministradas por um professor de Sorocaba, onde morava com a família. Com 9 anos descobriu que levava jeito com a arte e até chegou a fazer exposições mais tarde.
Com o passar dos anos, o aprendizado com os pincéis e tintas foi sendo esquecido.
A vida trouxe outros desafios, mais a faculdade... “No meio do ano passado surgiu um coletivo feminista na Unesp e eu comecei a frequentar as reuniões. Então tive a ideia de começar a fazer retrato das meninas do coletivo, que, de certa forma, falasse um pouco sobre elas, sobre sua personalidade”.
Ela acrescenta: “Já fazia algum tempo que eu não pintava, estava um pouco triste, e quando entrei no grupo, comecei a me abrir e deu vontade de fazer esses quadros”.
O Dia Internacional da Mulher, oficialmente comemorado em 8 de março, também serviu de motivador da mostra.
De algodão a vidro
E os quadros feitos por Andreza têm mais do que tinta: têm sentimento, que pode ser visto e até tocado. Por exemplo, de acordo com a personalidade de cada uma das meninas retratadas, ela escolheu um tipo de material para aplicar: tinta a óleo, tinta acrílica, guache, algodão, jornal e caco de vidro.
“Tem uma amiga minha que faz amizade fácil, é comunicativa, enfim, tem bastante empatia. Então fiz aplicação de algodão no quadro dela. Tem outra amiga que gosta de usar brincos de pena, estampas mais africanas. Então fiz o quadro dela em tom mais de terra”, complementou.
Como Andreza também é professora de pintura e dá aulas em seu ateliê, decidiu fazer uma “troca” com as amigas: elas pagavam o material (aproximadamente R$ 30,00 por quadro) e ela dava o quadro a elas. “Então, depois da exposição, cada uma levará o seu quadro”. Dentre os onze pintados pela artista plástica, o primeiro deles é um autorretrato com cacos de vidro saindo do seu coração. “O semblante estava feliz, mas do peito tem um pedaços de vidro. Que representa uma dor que eu tive”, finalizou.
Serviço
A exposição “Abre Alas” é gratuita e fica no Centro Cultural da USP de 12 a 31 de março. O espaço artístico está localizado dentro da universidade, que fica na alameda Octávio Pinheiro Brisolla, 9-75, em Bauru.
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Quioshi Goto |
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Uma das obras em exposição na Universidade de São Paulo a partir de hoje: gente real na tela |