Depois de 14 anos sem fazer nenhum tipo de recadastramento de imóveis, a Prefeitura de Botucatu (100 quilômetros de Bauru) firmou contrato com o Centro de Tecnologia em Geoprocessamento (CTGEO) para executar, por meio georreferenciamento, um levantamento de todos os imóveis da cidade, permitindo que a base de dados passe a refletir a realidade atual.
A assessoria de imprensa do prefeito João Cury (PSDB) informou que o objetivo é atualizar o cadastro e subsidiar a administração para prestar informações aos técnicos das áreas e pessoas interessadas no desenvolvimento de empreendimentos imobiliários na cidade. A partir de agora, será possível apresentar informações precisas de todas as áreas georreferenciadas.
O trabalho de georreferenciamento foi desenvolvido a partir do levantamento de dados preliminares, com planta atualizada da área urbana e, em paralelo, realizados sobrevoos que permitiram extrair fotografias georreferenciadas. Em seguida, dentro da área definida como perímetro urbano, a partir das imagens – definidas como ortofotos – foram identificadas e vetorizadas as quadras, lotes e edificações, bem como mapeados os eixos das vias públicas.
O resultado final foi a identificação de uma série de divergências no universo urbano local, e a construção de uma nova base de dados dentro da realidade. Para se ter uma ideia, o georreferenciamento apontou a existência de cerca de 5 mil imóveis que na prefeitura constam apenas como terreno, mas já possuem construções. Outros 15 mil imóveis apresentaram aumento de área edificada. O resultado dessas distorções é uma perda de receita para o município estimada em R$ 4 milhões.
“O georreferenciamento nos mostrou que a maioria dos contribuintes, algo em torno de 70%, está com a situação de seus imóveis regularizada”, declara o secretário de Fazenda, Luiz Augusto Felippe.