09 de julho de 2026
Geral

Confirmadas três mortes por dengue em Bauru


| Tempo de leitura: 3 min

Bauru confirmou nesta quinta-feira (12) três mortes por dengue na cidade. São os primeiros óbitos de 2015. Os mortos são três adultos, dois homens e uma mulher. No ano passado não ocorreram mortes pela doença.

Um deles tinha 73 anos, do sexo feminino, era moradora do Jardim Carolina, que passou por tratamento em hospital da rede privada, com início dos sintomas em 27/2/2015 e óbito em 7/3/2015.

O segundo caso é de outra pessoa adulta, de 80 anos, do sexo masculino, moradora do Jardim Santana, que passou por tratamento em hospital da rede privada, com início dos sintomas em 28/2/2015 e óbito em 6/3/2015.

O terceiro caso é de uma pessoa adulta, de 74 anos, sexo masculino, moradora do Núcleo Octávio Rasi, que passou por tratamento por atendimento na rede pública, com início dos sintomas em 2/3/2015 e óbito em 10/3/2015.

Ainda foram notificados 147 novos casos de dengue hoje, divulgados pela Secretaria Municipal de Saúde. Nestes primeiros 71 dias do ano, a cidade não só registra uma média de aproximadamente 11 contágios por dia, mas também quase o dobro de todo o período de 2014.

Secretaria mantém, até o momento, a informação de 827 casos de dengue, sendo 794 casos autóctones e 33 casos importados e 3 óbitos. Os casos já haviam sido contabilizados pelo serviço de controle da doença do município.

Em 2014 foram registrados 432 casos, sendo 380 casos autóctones e 52 importados, sem óbitos.  

Como denunciar

Se alguém identificar um terreno com mato alto, depósito de lixo e entulho ou outras irregularidades, é preciso fazer uma denúncia através do Poupatempo, localizado na avenida Nações Unidas, 4-44, no Centro, em Bauru. O atendimento ocorre de segunda à sexta-feira, das 8h às 17h, e aos sábados, das 8h às 13h.

Outra opção é ir até a seção de Controle de Zoonoses da Secretaria Municipal de Saúde, que fica quadra 2 da rua Henrique Hunziker, na região do Jardim Redentor, e funciona de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h.

Em relação aos criadouros do mosquito da dengue, a prefeitura orienta a população a denunciar os locais, sejam abandonados ou não. Nesse caso, o indicado é entrar em contato com a Vigilância Ambiental por meio do telefone (14) 3103-8050 ou fazer uma denúncia pessoalmente através do Poupatempo.

Situação nacional: País registrou mais de 224 mil casos

(Paula Laboissière/ABr)

O Ministério da Saúde informou que foram registrados até o dia 7 de março, 224,1 mil casos de dengue em todo o país. O número representa um aumento de 162% quando comparado ao mesmo período do ano passado.

O ministro da Saúde, Arthur Chioro, considerou o aumento de casos expressivo, mas avaliou que a situação não se compara à epidemia de 2013, quando foram registrados 425,1 mil casos. Para ele, as condições climáticas e mesmo a crise hídrica influenciaram o cenário da dengue no país, uma vez que foi registrada maior tendência de armazenamento de água nas regiões Sudeste, Sul e Norte. Além disso, muitos municípios, segundo Chioro, não organizaram corretamente a rede de prevenção e combate à doença.

De acordo com a pasta, mesmo diante do aumento de casos, o número de óbitos por dengue caiu 32%, passando de 76 mortes em 2014 para 52 este ano. Também foi registrada redução de 9,7% no número de casos graves. Em 2015, foram identificados 102 contra 113 no ano passado.

"Apesar dessa redução de 31,5% nos óbitos, eles estão ocorrendo e é fundamental reforçar o conjunto de ações", destacou Chioro.

Os números mostram que o estado do Acre apresenta a maior incidência de dengue, com 695,4 casos para cada 100 mil habitantes, seguido por Goiás, com 401 casos para cada 100 mil habitantes, e por São Paulo, com 281 casos para cada 100 mil habitantes.

Os casos autóctones (registrados em pessoas sem registro de viagem) de febre chikungunya, doença também transmitida pelo Aedes aegypti, somam 1.049 casos até o dia 7 de março, sendo 459 na Bahia e 590 no Amapá. No ano passado, foram confirmados 2.773 casos autóctones da doença. Entre 2014 e 2015, o ministério identificou 100 casos importados, de pessoas que viajaram para países como República Dominicana, Haiti e Venezuela.