07 de julho de 2026
Leonardo de Brito

Em Confiança

Leonardo de Brito
| Tempo de leitura: 3 min

AINDA FORA DOS TRINKS
Contratando bom elenco e treinador, o Palmeiras mudou para melhor, tipo da água para o vinho, e se organizou geral. A sua maravilhosa arena está sempre lotada, e creio que deve ultrapassar a marca de 100 mil sócios-torcedores. O Verdão não vai dar mais vexame e nem passar pelo sufoco dos últimos anos, mas no gramado, ainda não está pronto para grandes desafios. Como se diz na gíria, ainda não está nos trinks, e os títulos só a partir de 2016. O Palmeiras vence fácil os pequenos, mas nos clássicos a coisa é mais embaixo. Nos últimos 15 foram oito derrotas, seis empates e só uma vitória, sobre o São Paulo (2 a 0), em 2 de fevereiro de 2014. As três derrotas no atual Campeonato Estadual foram para times da Série A do Brasileiro ? Ponte Preta, Corinthians e Santos. O clássico de anteontem na Vila foi ótimo, repleto de belas jogadas e emoção. Robinho voltou a estraçalhar e o grande Zé Roberto esteve apagado. Dos três gols, o mais bonito foi sem dúvida o de Ricardo Oliveira, dando a justa vitória de virada ao Santos, líder invicto do Grupo D e de todo o Paulistão.

LABORATÓRIO
O Campeonato Paulista vem servindo de laboratório para o Corinthians. Mesmo só com três titulares e sem se esforçar muito, o Timão bateu o São Bernardo no Itaquerão, chegando à 7ª vitória em 8 jogos, além de ampliar a vantagem na liderança do Grupo B. Com a cabeça na Libertadores, parecia treino. Os alvinegros trocaram passes sem objetividade e não conseguiram fugir da marcação.

ACESSO
Vencendo o Atlético Sorocaba fora de casa, o Oeste já é vice-líder da Série A2, dois pontos atrás da Ferroviária, que venceu o Rio Branco e manteve a ponta. Mesmo perdendo para o Mirassol no ABC, o São Caetano segue no G4, completado pelo Barbarense que bateu o lanterna Guaratinguetá. Guarani e Santo André decepcionam. A Z4 tem Catanduvense, Monte Azul e Matonense, além do Guará.

DEU RUIM
A passagem do técnico Edson Vieira pelo Barretos (14º colocado da Série A3) foi mais depressa do que imediatamente: foram dois jogos, uma vitória e uma derrota. Edson Vieira, jogador do Noroeste em 1997, ficou assustado com a briga entre o zagueiro Babi e o atacante Osny, com direito a faca e barra de ferro. Como a diretoria ignorou o grave episódio, o comandante pediu demissão.

PODEROSOS
Dizem que no São Paulo, Rogério Ceni manda mais do que o presidente Carlos Miguel Aidar. No Santos o manda chuva é Robinho. Atendendo um pedido do atacante, a diretoria vai manter o técnico Marcelo Fernandes no cargo por tempo indeterminado. Prefiro o Marcelo do que Dorival Júnior.

RACISMO

"Chupa preto safado, fica nesse time de segunda", disse o torcedor, provavelmente do Santos, identificado como Mallone Morais no Twitter. Arouca recebeu apoio de internautas, que denunciaram a ofensa ao Ministério Público, que já investiga o caso. Sempre tem um idiota, vagabundo.

MEMÓRIA
Segunda Divisão de 1983: Noroeste 1 x 1 Nacional, em Bauru. Helinho abriu o placar e Adílson marcou para o Naça. Árbitro: Márcio Campos Sales. Público: 2 mil. Noroeste: Sílvio Luís; Valter Nascimento, Sidnei, Jorge Fernandes e Ferreira; Luís Fernando, Marcelo e Helinho; Fernando (Edinho), Jenildo e Zagato (Aírton). Técnico: Tonho. Nacional: Joel Mendes; Adílson, Gilberto, Adalberto e Antônio Carlos; Serelepe, Toninho e Noé; Miltão (Paulinho), Tadeu Macrini e Gersinho. Técnico: Alfredo Ramos.

AQUELE ABRAÇO
Aquele abraço Ari Guerreiro e galera da Vila Santa Luzia.