A Prefeitura Municipal de Bauru, através da Secretaria de Cultura, promove neste domingo, (15), a partir das 17h, a primeira edição de 2015 do Projeto Vitória Rock.
Esta 1ª edição terá a participação das bandas bauruenses Seattle Dead Idols, Johnny Daniels e RockVolver e contará com show de encerramento da banda “Plebe Rude”.
BANDA SEATTLE DEAD IDOLS
Influenciados principalmente pelo rock dos anos 90, o grupo deixou a ideia de homenagear somente o grupo de Jerry Cantrel e Cia, para ampliar seu repertório com intuito de prestar um tributo aquela fase da rock onde prevaleciam os climas despojados, letras sobre as frustrações da vida, com referências sonoras aos mais diversos estilos de música.
Apesar do carro chefe do repertório da banda ser a cena de Seattle, o grunge, a SEATTLE DEAD IDOLS resolveu não se limitar somente às bandas como Pearl Jam, Nirvana, Stone Temple Pilots, o já citado Alice in Chains e Soundgarden, ampliando sua gama de influências e repertório aos grupos que marcaram a época, das mais variadas vertentes do rock, como Smashing Pumpkins, The Offspring, Ugly Kid Joe, Bush, Faith No More e, ainda, alguns grupos mais recentes do "Pós-grunge" como Queens of The Stone Age, Audioslave e Foo Fighters.
Com tantas influências e referências, a banda também aposta em suas próprias composições, tendo como base também a identidade e influências particulares de todos os integrantes, com uma saudável abordagem Stoner rock em suas canções (um dos estilos favoritos dos integrantes).
Hoje a formação da Seattle Dead Idols, conta com Otávio "Mirto" no vocal/guitarra, Fernando "Cebs" na bateria/percussão/meia lua, Vitor "Virtu" guitarra/vocal e João “Jão” no baixo. Esta mesma formação vem mostrando seu trabalho nas tradicionais casas de show Bauru e região, como Armazém (Bauru), Berlin Whiskeria (Marilia), Casarão Petiscaria (Agudos), Pub Rock Beer (Araçatuba), etc .
BANDA JOHNNY DANIELS
Formada no final de 2010 na cidade de Bauru, a Johnny Daniels é composta por cinco caras que tocam juntos há mais de dez anos entre idas e vindas de outras bandas.
“Nós buscamos, com um repertório baseado principalmente nos sons das décadas de 90 e 2000, sair do lugar comum. Claro que adoramos rock clássico, como Led, Stones, Sabbath, mas tem muita coisa boa que acaba sendo deixada de lado, como Alice in Chains, Queens of Stone Age, Collective Soul, entre tantas outras. Sabe quando você ouve uma música um “Puuuuutz, “olha” esse som!” É isso que a gente quer! Tocar aquelas músicas que todo mundo conhece, mas que não é comum ouvir uma banda tocando”, definem os integrantes.
A Johnny Daniels tem se apresentado constantemente nos palcos mais conhecidos de Bauru, sempre chamando a atenção pelo entrosamento entre os músicos e com o público, atingido principalmente pelo tempo de convivência entre os integrantes e pela bagagem adquirida em anos de estrada.
Integram a banda: Jimmy (contrabaixo), Otávio (vocal), Gustavo (guitarra), Haroldo (guitarra) e Jonas (bateria).
BANDA ROCKVOLVER
Formada em 2008 e com forte influência do rock dos anos 80 e 90, a banda bauruense RockVolver aposta em releituras e arranjos diferenciados para um repertório que passeia pelos clássicos de bandas como Aerosmith, Guns n´Roses, U2, Bon Jovi, Nirvana, Pearl Jam, Alice in Chains, Stone Temple Pilots, Red Hot Chilly Peppers e de bandas atuais como Audioslave, Kings of Leon, Foo Fighters, Stone Sour, Puddle of Muddle.
“A ideia é não se preocupar em fazer uma cópia perfeita, e sim adicionar características e influências musicais de cada integrante para cada música, criando sua própria identidade”, informam os integrantes.
Integram a banda: Diego (voz e violão), Danilo (violão, guitarra semi-acústica, guitarra, back vocal), Cleber (baixo, back vocal) e Flávio (bateria)
PLEBE RUDE
A Plebe Rude esteve presente no epicentro das mudanças que formaram a história moderna brasileira. Formada em 1981, em Brasília, nos últimos anos da ditadura, a banda criou o movimento punk (porém com características únicas) do Planalto Central. Junto com Aborto Elétrico, Legião Urbana e o Capital Inicial, conviveu com a censura, a repressão, a falta de opções da cidade e o distanciamento dos centros culturais do país na década de 80.
O disco de estreia, “O Concreto Já Rachou”, primeiro de ouro da turma de Brasília, foi lançado em 1985, às vésperas da abertura política. Suas músicas se tornaram hinos, ao dar voz à juventude brasileira durante as Diretas Já, a anistia e a redemocratização do país. O segundo disco, “Nunca Fomos Tão Brasileiros”, que ajudou a consolidar o rock nacional, foi apresentado à sociedade juntamente com a nova Constituição de 1988. Com a censura da rádiodifusão da música Censura, a Plebe Rude tornou-se um sinônimo de postura e coerência, fato raro no rock brasileiro. O terceiro disco, “Plebe Rude”, veio num momento para o cidadão brasileiro se redescobrir e a banda explorar raízes brasileiras, criando o embrião do forró-rock, que teve seu ápice anos depois com os Raimundos, banda também de Brasília. Passando pelo governo Collor e seus confiscos, a Plebe lançou “Mais Raiva do Que Medo”. Dois anos depois, uma pausa fez os membros fundadores da banda, André X e Philippe Seabra, morarem em países diferentes durante vários anos.
No século XXI, houve o retorno da banda com ao vivo “Enquanto a Trégua Não Vem”. Em 2004, Clemente, oriundo dos Inocentes de São Paulo, trouxe um tempero punk agressivo/construtivo ao quinto disco de estúdio, “R ao Contrário”. E, desde então, a Plebe Rude tem sido referência e modelo para novas bandas brasileiras. A história da formação do Brasil moderno se confunde com a banda, e isso está capturado no seu som e temas apresentados em seus cinco discos de estúdio, nos dois ao vivo e num DVD indicado ao Grammy Latino. Um feito e tanto para uma banda que se manteve abaixo do radar, mas sempre presente na cena rock-Br. Sem jamais ter escrito uma música de amor ou abaixado a cabeça para o mercado, a PlebeRude conseguiu vender mais de meio milhão de cópias.
Em 2014, a Plebe Rude lança seu sexto disco de estúdio, Nação Daltônica, com produção impecável de Philippe Seabra, gravado inteiramente em Brasília, no estúdio Daybreak, de Seabra, mixado em Nova York, por Kyle Kelso, e masterizado por Matt Agoglia, do Ranch Mastering. O novo álbum impressiona pela qualidade e mostra a banda em ótima forma, com canções poderosas que mostram como a Plebe evoluiu, tanto sonoramente, quanto poeticamente. Ressaltam-se a influência do punk e do pós-punk sempre presentes, assim como as letras inteligentes e marcantes.
Porém, tudo soa novo, sem saudosismos, sem repetição de fórmulas que deram certo no passado. A Plebe arrisca sem medo, mas nunca sem ter deixando de soar como a Plebe Rude. Com batidas pesadas e guitarras marcantes, músicas como “Anos de Luta” e “Três Passos” tratam de temas atuais da realidade brasileira. Já “Sua História” trás a banda acompanhada pela Orquestra Sinfônica da República Tcheca, contudo sem perder o punk característico da banda. Difícil descrever em palavras o que deve ser ouvido. E ouvido alto.
Além de Philippe Seabra na guitarra e voz, a banda conta com André X (membro fundador da Plebe) no baixo, Clemente (Inocentes) na guitarra e voz, e o brasiliense Marcelo Capucci na bateria.