09 de julho de 2026
Articulistas

Uma causa para o dia 15

Ricardo Coube
| Tempo de leitura: 2 min

Faço questão de participar dos movimentos do próximo domingo e tenho na cabeça inúmeras razões para isso. Na condição de empresário ligado à indústria de transformação, sinto na alma a dificuldade que temos para empreender, construir, criar, inovar, gerar empregos, renda e prosperidade à comunidade. Vivemos num país que tudo converge contra, ou seja, temos um dos piores ambientes para empreender do mundo. Neste país, poucas instituições funcionam bem. Estão todas politizadas com o pior tipo de pessoa possível, ou seja, são os apadrinhados políticos que não gostam de trabalhar e não têm noção do papel que cada entidade governamental tem no contexto em que ela existe.

A burocracia corrói este país faz décadas. Vender "facilidades" é um jeito bom para se ganhar uma propina extra. É o país do jeitinho. Não se faz reformas no Estado brasileiro há 12 anos. Sistema tributário, previdência, trabalhista, político e outros precisam ser renovados. Atualizar esta estrutura controladora é fundamental para se ter um país leve, competitivo e economia mais forte, moderna, exportadora etc... Assim como cuidar de toda infraestrutura pesada. Somos um jovem velho. Nossas estatais precisam ser modernizadas ou privatizadas. Vejam o bom exemplo da Embraer, Vale e do sistema de telefonia. O Estado empresário é lamentável. Vejamos o exemplo da Petrobras.

Minha bandeira neste próximo dia 15 é contribuir para se construir um país melhor, mais moderno, competitivo, onde o jovem, principalmente, tenha orgulho de viver, empreender e acreditar. E que tenha oportunidades atraentes. Cuidar de pobre não é dar o peixe, mas ensinar a pescar. É oferecer oportunidade de trabalho e prosperidade na vida. É oferecer ensino de qualidade. Não precisamos de partido com projeto de poder. Precisamos de modelo que estimule a meritocracia. Onde os bons e competentes possam ser valorizados. Somos o país que todo mundo tem direito a tudo e nenhum dever.

Portanto, precisamos começar a pensar numa nova classe política. Vamos lembrar que todos os atuais políticos existentes foram eleitos por nós. Daqui a 2 anos temos a chance de eleger uma nova geração de prefeitos, cujo processo pode ser o início de uma grande e longa mudança. Não mudaremos o país neste dia 15, mas a data significa um marco no sentido de um país mais leve, moderno, competitivo e próspero.

O autor é empresário