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Éder Azevedo |
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Aproximadamente 50 alunos realizaram manifestação em frente à Secretaria do Estado da Educação |
Professores da rede pública estadual de ensino, dos níveis Fundamental e Médio, decidiram entrar em greve na última sexta-feira (13) durante assembleia geral, que aconteceu em São Paulo e reuniu cerca de 4 mil pessoas. Apesar de a adesão ainda ser baixa no Estado, os efeitos em Bauru começaram a ser sentidos nesta segunda-feira (16), como nas escolas Stela Machado, Guia Lopes e Dr. Luiz Zuiani. Houve também manifestação de alunos.
De acordo com a diretora estadual do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) subsede Bauru, Suzi da Silva, a principal reivindicação dos docentes é a valorização profissional com ênfase da meta 17 do Plano Nacional de Educação. “Essa meta trata da equiparação dos salários dos profissionais da educação aos demais profissionais que têm a mesma formação. Se temos nível superior, temos que ter o mesmo salário quando ingressamos”.
Entre as reivindicações, também estão a aceleração nos processos de aposentadoria e a luta contra o fechamento de salas de aula no período noturno, contra o método que é feito o Saresp – avalição que permite monitorar avanços da educação básica no Estado – e também a favor de uma abertura de cadastro emergencial.
“Queremos 75% de aumento salarial, pois faz quatro anos que não temos. Mas o que está agravando aqui em Bauru é que foram 200 salas de aulas fechadas. Com isso, temos salas que superam 50 alunos, o que é prejudicial”, afirmou o professor Alexandre Bastos.
Adesão
A adesão à greve dos professores na região da Diretoria de Ensino de Bauru, que abrange 15 municípios e conta com cerca de 4 mil docentes, ainda não havia sido contabilizada pela Apeoesp até esta segunda (16). Mas, segundo o JC apurou, alguns professores da Escola Estadual Stela Machado, Guia Lopes e Dr. Luiz Zuiani já aderiram.
“Iremos intensificar visitas nas escolas com o comando de greve para poder subir a adesão e informar aos professores quanto à paralisação. Além disso, estamos programando movimentos em Bauru e região”, disse Suzi da Silva.
Ela participou ontem da tribuna na sessão da Câmara, onde reforçou as reivindicações. Hoje, haverá audiência pública, a partir das 18h, convocada pelo vereador Markinho da Diversidade (PMDB). “Queremos apresentar novas reivindicações e também buscar o apoio dos vereadores. Além disso, esperamos a presença da diretoria regional”, disse a diretora. A audiência terá como foco o fechamento das 200 salas de aula.
Nesta sexta, haverá outra assembleia em São Paulo para decidir se a greve será mantida.
Alunos protestam contra ‘aulas vagas’
Cerca de 50 alunos do Stela Machado, Guia Lopes e Professa Irmã Arminda realizaram uma manifestação em frente da Secretaria de Estado da Educação, localizado na quadra 9 da rua Campos Salles, Vila Falcão, em Bauru. A manifestação começou por volta das 7h desta segunda (16) e seguiu pacificamente até 9h30. A quadra ficou interditada durante o protesto dos estudantes.
Segundo os alunos, o intuito foi reivindicar contra as “aulas vagas” que eles possuem todos os dias, pedir a valorização dos professores e também uma forma de apoiar a greve dos profissionais da educação.
“Queremos ter uma educação de qualidade, não queremos ficar com aulas vagas e que nossos professores possam ser valorizados”, disse uma das estudantes, de 16 anos, que teve a identidade preservada.
Os estudantes permaneceram em frente à secretaria com faixas e cartazes aguardando uma conversa com a dirigente de ensino, Gina Sanchez, o que não ocorreu. A resposta veio em nota.
Para Suzi da Silva, da Apeoesp, é muito importante a participação dos alunos. “A educação de qualidade é do interesse de todos, não só dos profissionais. Essa união, com certeza, é muito importante e bem-vinda”, concluiu.
Outro lado
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Malavolta Jr. |
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Suzi, da Apeoesp, foi até a Câmara para reforçar reivindicações |
Em nota, a Secretaria do Estado das Educação orientou que todos os estudantes da rede estadual compareçam normalmente às escolas. A pasta acredita que a decisão de um dos sindicatos de professores, a Apeoesp, não representa os mais de 230 mil professores da rede, que atuam com o compromisso de oferecer um ensino de qualidade aos mais de 4 milhões de estudantes em todo Estado.
Ainda de acordo com a Secretaria, não houve registro de comprometimento das atividades escolares na nas três escolas citadas pela reportagem.
Sobre a manifestação dos estudantes, a Diretoria Regional de Ensino de Bauru ficou à disposição para diálogo com os alunos, mas ninguém se apresentou para falar. “Vale destacar que não há registro de reclamação junto à diretoria sobre falta de professores na Escola Estadual Stela Machado, em que o quadro de docentes está completo e conta com um cadastro de 600 professores para substituição quando há falta eventual do docente”, informou.