Um dos grandes entraves para o momento atual do basquete é a limitação da capacidade do Ginásio Panela de Pressão, que comporta pouco mais de dois mil torcedores. Um projeto para construir uma arena para 5 mil lugares está em fase de conclusão, e conforme o JC antecipou no domingo (15), o município vai se cadastrar no governo federal até o fim deste mês para pleitear verba do Ministério do Esporte – o pedido será de R$ 25 milhões.
Todo o projeto fica pronto em cerca de 15 dias, segundo o titular da Semel, Roger Barude, quando também se terá noção mais clara do valor necessário para o novo ginásio, que será construído, a princípio, na Avenida Nações Unidas Norte. A área passará por avaliação de técnicos e engenheiros, pelo fato do terreno ter uma topografia complexa. Caso seja vetado, uma área municipal próxima à Rodovia Bauru-Ipaussu é o plano B.
O técnico Guerrinha engrossa o coro para que o projeto ganhe velocidade. “Já perdemos a oportunidade de sediar o Jogo das Estrelas do NBB neste ano por falta de um ginásio maior, o mesmo com esse Final Four da Liga das Américas, e daqui alguns meses também teremos de jogar o Mundial em São Paulo. A gente sabe que a Semel está se movimentando, mas o processo precisa ser mais ágil”, comenta o treinador.
A própria final do NBB não poderá ser na Panela – até as semifinais, o time poderá mandar os jogos em casa. A Liga Nacional exige pelo menos 5 mil lugares de capacidade, e a primeira opção será Botucatu, a 90 km de Bauru. Nos próximos dias, dirigentes da equipe e da Prefeitura vão à cidade vizinha avaliar o Ginásio Mário Covas. Caso esteja em condições, será apresentado como alternativa à Liga Nacional. Se Botucatu não der certo, o Bauru Basket cogita São Carlos e Araraquara.
Capital
O gestor do Bauru Basket, Vitor Jacob, enalteceu o grande momento do basquetebol na cidade. “É um trabalho de oito anos, que foi crescendo a cada campeonato e temporada. Estamos colhendo os frutos de trabalho bem feito”, pontua Jacob, que está na diretoria da Associação Bauru Basketball desde a retomada do projeto, em 2008. “Esse título é de Bauru, é da cidade. por isso não vai parar por aqui, vamos buscar mais títulos. Queremos fazer de Bauru a nova capital do basquete”, afirma.