10 de julho de 2026
Economia & Negócios

Dólar reverte alta e fecha a R$ 3,23 na terça-feira

Reuters
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O dólar fechou em queda ante o real nesta terça-feira (17), anulando os ganhos na última hora do pregão após chegar a subir mais de 1% pela manhã, em movimento que coincidiu com o aumento dos ganhos da Bovespa, com operadores citando entradas de estrangeiros na bolsa.


A moeda norte-americana caiu 0,42%, a R$ 3,2310 na venda. Na máxima da sessão, atingiu R$ 3,2844, maior nível intradia desde 2 de maio de 2003, quando foi a R$ 3,305. Na mínima, alcançou R$ 3,2254 na venda.


A recuperação do real no fim da sessão contrastou com a pressão sentida durante praticamente todo o dia. Segundo o operador de um importante banco nacional, o quadro de apreensão doméstico tem levado investidores a adotar a filosofia de “na ausência de notícias, compre dólares”.


Para ele, notícias positivas podem gerar alívios pontuais, mas será necessária uma mudança significativa no cenário político para reverter a atual trajetória de alta da moeda norte-americana. “Este é o novo normal: quando não acontece nada, o dólar sobe”, afirmou.  A principal preocupação dos investidores é com o impacto das turbulências políticas sobre o ajuste fiscal promovido pelo governo, que vem parecendo cada vez mais difícil.


Analistas ressaltaram ainda que, mesmo no caso de um ajuste fiscal bem-sucedido, a percepção é que a economia brasileira precisa de um dólar forte para se recuperar. Autoridades do governo vêm dando sinais de que acreditam que as atuais cotações são mais próximas de um nível “justo”.


Com o ajuste do fim do pregão, o real voltou a se alinhar com outros importantes mercados de câmbio, onde a divisa norte-americana perdeu força enquanto investidores aguardavam a decisão do Federal Reserve de hoje. A expectativa é que o BC dos EUA dê pistas sobre a esperada alta de juros.