09 de julho de 2026
Política

Prefeitura aumenta em R$ 30,00 proposta para evitar a greve

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 2 min

Aceituno Jr.

Sônia Carvalho, diretora do Sinserm, explicou as proposta de aumento enviadas pela prefeitura

Em reunião no final da tarde de sexta-feira (20), no Palácio das Cerejeiras, o prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) recebeu os diretores do Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Bauru e Região (Sinserm), aumentado de R$ 50,00 para R$ 80,00 a proposta de reajuste salarial linear, na forma de abono, para os funcionários da administração direta (prefeitura), DAE, Emdurb e Funprev.


A medida, porém, valeria apenas para os servidores ativos e inativos que ganham até R$ 2.300,00 – cerca de dois terços do total, segundo a prefeitura, e para o pagamento de abril (até o quinto dia útil de maio). Os demais, sejam ativos ou inativos, seguem com proposta de abono de R$ 50,00. Este aumento seria concedido a todos, imediatamente, já no próximo pagamento, do mês de março (até o quinto dia útil de abril). O impacto financeiro da nova proposta é de R$ 100 mil ao mês, ou seja, um total de R$ 400 mil mensais se considerada a proposta que já existia.


O reajuste no vale-compra e vale-refeição seguiria inalterada, bem como a situação do vale-compra, que tornaria-se abono para ativos e inativos com vencimentos de até R$ 2.300,00, e vale-refeição para os ativos com salário acima disso. Para os inativos que recebem entre R$ 2.300,00 e R$ 2.599,00, a proposta é pagar a diferença até os R$ 2.600,00, e para os inativos acima desse valor não haverá mais benefício.


O prefeito Rodrigo Agostinho acredita que pode reverter a deflagração de greve acertada na última quinta-feira à noite, em assembleia que reuniu cerca de 300 servidores. “A gente está fazendo esse esforço para conseguir pagar os R$ 80,00 para uma porcentagem expressiva dos servidores. Além disso, deixamos em aberto uma nova negociação para maio, após fechar o quadrimestre. Não significa que haverá reajuste, mas que tendo uma melhora do cenário econômico, podemos aumentar os salários sim”, aponta.


Já a diretora do Sinserm, Sônia Carvalho, entende que o movimento de greve deve continuar – a paralisação por tempo indeterminado está marcada para começar na terça-feira, às 7h. “Os servidores estão bastante mobilizados. Na terça-feira, logo pela manhã, faremos uma assembleia para votar se a categoria aceita ou não a nova proposta, mas a princípio a tendência é haver rejeição”, pondera a sindicalista.

Até segunda-feira, o Sinserm deve definir e dialogar com a administração municipal sobre o percentual de trabalhadores que atuarão em serviços emergenciais durante a greve, como atendimento de urgência e emergência na saúde, coleta de lixo, abastecimento de água e cemitérios. No mesmo dia, na sessão ordinária da Câmara, Moisés Cristo, diretor do Sinserm, fará uso da tribuna para explicar o movimento de greve. “Acreditamos que muitos servidores, especialmente os inativos, deverão comparecer ao Legislativo”, conclui Sônia Carvalho.