07 de julho de 2026
Saúde

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Semana do Cérebro
Em todo o mundo, no período de 16 a 23 de março é comemorada a Semana do Cérebro. Em Bauru, o Instituto Ampliatta está apoiando a iniciativa, que tem como objetivo tornar conhecidos os avanços nas pesquisas cerebrais. Durante a "Semana", pesquisadores, profissionais da saúde, psicólogos, psiquiatras, acadêmicos, professores e cientistas trabalham para trazer ao público a divulgação dos benefícios resultantes dos estudos da neurociência para a saúde cerebral e a qualidade de vida da humanidade.

Educação e formação
Segundo a neuropsicóloga e psicoretapeuta Mirella F. Cardia F. de Lima, uma das diretoras do Instituto Ampliatta, "a Semana do Cérebro foi criada com o objetivo de divulgar e popularizar os resultados de pesquisas referentes ao cérebro, indicando como essas novas descobertas podem auxiliar nos tratamentos das doenças neurológicas, mentais e psicológicas; na educação e na formação das crianças e em vários outros segmentos relacionados ao desempenho cerebral do ser humano, incluindo as relações interpessoais."

Qualidade de vida
O que a neurociência tem a dizer que pode melhorar a vida das pessoas? Durante esses sete dias, essas informações e novidades são trazidas à tona em vários ambientes de comunicação e pesquisa que incluem instituições de educação, saúde e a mídia. O Instituto Ampliatta abraçou a importante causa e está auxiliando na divulgação de descobertas extremamente relevantes, relacionadas ao cérebro. Leia algumas delas, a seguir.

Plasticidade cerebral
As pesquisas demonstram que o cérebro tem capacidade de se remodelar de acordo com as experiências individuais vividas pelo ser humano. Com essa "plasticidade", o cérebro consegue reformular suas conexões em função das necessidades e dos fatores encontrados pelo sujeito no meio ambiente. No passado próximo, os cientistas consideravam que o cérebro era um órgão definido de forma genética e que, portanto, possuía um programa genético fixo. Com a evolução da neurociência, descobriu-se que o cérebro é muito mais maleável do que se pensava, podendo se modificar como efeito das ações, percepções, experiências e comportamentos individuais. Essa ideia, além de afetar profundamente a conduta nos tratamentos terapêuticos pós-lesões cerebrais, também afeta a formação do indivíduo, enquanto pessoa, interferindo até mesmo nos modelos de educação e interação interpessoal.

Solidariedade faz bem para o cérebro
Os novos estudos de neuroimagem demonstraram que os centros de recompensa no cérebro são ativados quando você faz caridade ou se concentra em um objetivo mais elevado, ou seja, uma das mais vias mais poderosas para sentir-se bem é se concentrar no exterior e fazer diferença para os outros, em vez de pensar somente nas suas próprias necessidades.

Homenagens
Além de colaborar na propagação dessas pesquisas, o Instituto Ampliatta também está homenageando, durante a Semana do Cérebro, duas personalidades: uma importante neurocientista, ganhadora do Prêmio Nobel de Medicina de 1986, Dra. Rita Levi-Montalcini, que morreu trabalhando aos 103 anos de idade, e o escritor Raimundo Carreiro, vencedor do Prêmio Literatura São Paulo, que sofreu um AVC quatro meses depois de conquistar o importante prêmio e buscou um significado diante da doença.

Leucina ou BCAA para fadiga
A regulação da provisão de carboidratos durante o exercício prolongado e a recuperação é um desafio imenso para o corpo humano. A glicose é um combustível importante para os músculos em exercício; a falta de reserva de carboidratos no fígado resulta em níveis reduzidos de piruvato, um substrato para a formação da enzima acetil-coA e para reações anapleróticas, os quais são necessários para a oxidação contínua de ácidos graxos livres e aminoácidos. No entanto, o metabolismo muscular de glicose não acontece de forma isolada mas necessita da integração entre os tecidos assim como na regulação de outros substratos maiores, como as gorduras e os aminoácidos.

Suplementação
Nesse contexto, a suplementação de aminoácidos, especialmente os tipos glicogênicos, pode ter um papel crucial (por exemplo o aumento da produção muscular de alanina durante o exercício e o aumento da liberação desta na corrente sanguínea resulta em uma maior contribuição para a síntese de glicose hepática), portanto, a mistura de suplementos de aminoácidos de cadeia ramificada (BCAAs: isoleucina, valina e leucina) pode aumentar as reservas de glicogênio em ratos treinados, no estado de repouso e melhorar a biogênese mitocondrial.

Oxidação
O músculo não é um tecido gliconeogênico, portanto, se a valina e a isoleucina são convertidas em glicose, elas não podem ser completamente oxidadas nesse tecido. No entanto, a leucina parece regular o uso oxidativo de glicose do músculo esquelético através do estímulo de reciclagem da glicose via ciclo da glicose-alanina. Como uma secretagoga de insulina, a leucina pode modular a absorção de glicose através da resposta hormonal.