Enquanto a mãe trabalhava, a filha de 12 anos era molestada pelo padrasto, na região oeste de Bauru. É o que apurou a Polícia Civil. O homem, que convive na mesma casa com a vítima há cerca de dez anos, foi preso após o avô da garota ter notado algo suspeita.
Ele teria notado uma mudança de comportamento na neta nos últimos 15 dias. Na noite da última sexta-feira (20), percebeu uma movimentação estranha no banheiro da residência e chamou pela menina.
De início, ela teria dito que nada de errado ocorria. Mas, na noite de sábado (21), finalmente relatou os fatos para a família, que se dirigiu à Central de Polícia Judiciária (CPJ) para formalizar a denúncia.
O nome do acusado foi preservado em respeito ao Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) justamente para não possibilitar a identificação da vítima.
De acordo com informações do delegado responsável pela investigação, Paulo Calil, a mãe da menina trabalha das 7h às 14h e, no período de Páscoa, faz um “bico” até as 22h para melhorar a renda familiar. No período das 19h às 23h aproximadamente, padrasto e enteada ficavam sozinhos na residência.
Ainda segundo o delegado Paulo Calil, a vítima relatou que os abusos ocorreram por cinco vezes. Enquanto ficavam sozinhos, o padrasto a levava ao banheiro e a acariciava.
Apesar de não ocorrer a conjunção carnal, o fato já se configura como estupro de vulnerável.
Com a formalização da denúncia e testemunhas ouvidas, Paulo Calil representou contra o padrasto. Na manhã de ontem, a Justiça decretou a prisão temporária do homem por 30 dias. Ele foi conduzido à Cadeia Pública de Barra Bonita (68 quilômetros de Bauru). Por determinação da autoridade policial, a menina passou por exames no Instituto Médico Legal (IML).
Sem o pai
O pai da vítima morreu em decorrência de um acidente de moto quando ela ainda era criança, com 2 anos de idade.