Após hiato de dez anos, o voleibol masculino renasce em Bauru. Projeto da Secretaria de Esportes e Lazer (Semel), com apoio da Anhanguera Educacional, resgata a categoria na modalidade que faz sucesso com o excelente desempenho do feminino do Concilig/Bauru na Superliga B. O projeto teve início em fevereiro, as contratações foram feitas com a definição do elenco e o time já treina. O projeto conta com recursos, transporte e logística fornecidos pela Semel e a parceria com a Anhanguera dá suporte fisioterápico e psicológico e oferece bolsas de estudo para os atletas.
O secretário de Esportes, Roger Barude, revela que a retomada é um projeto de honra de sua gestão à frente da pasta. “Era uma carência dentro das modalidades esportivas. Agora, estamos com um projeto pequeno, com uma estrutura começando do zero e a chance é cada vez aumentar”, projeta. “O ideal é que, através de uma associação, nos próximos anos, o vôlei masculino conte com custeamento dos gastos que a modalidade contempla e cresça”, define Barude.
O Anhanguera/Semel treina diariamente no período da tarde, no Ginásio Darcy César Improta, no Núcleo Geisel, sob comando do técnico Osvaldo Altafim Júnior. A contratação do treinador, segundo Barude, foi fundamental para que o projeto ganhasse corpo e saísse dos planos para a quadra. “O que mais impedia o resgaste do projeto do voleibol masculino em Bauru era exatamente a contratação de um técnico bom, porque gera custo. O Osvaldo foi contratado pela Semel, via concurso público, e tornou possível o resgate”, destaca o secretário.
A primeira competição na agenda do Anhanguera/Semel é a Liga Regional de Bauru, que tem início no próximo mês. “Pretendemos disputar ainda nesta temporada também o campeonato da APV (Associação Pró-Voleibol), que é o principal do Interior. E, atrelado a isso, os Jogos Regionais e talvez os Abertos”, explica Altafim. O técnico aposta em um trabalho de médio prazo. “Não temos pressa. Para ser duradouro, a gente tem que começar com calma”, entende.
Altafim cita como exemplo o trabalho desenvolvido no vôlei feminino bauruense. “Este time que está em vias de disputar a Superliga (Concilig/Bauru) eu comecei o projeto nas quadras da antiga sede da Luso. Comecei em 1997 e a primeira grande conquista foi em 2008, o primeiro título dos Jogos Abertos, que culminou com o pentacampeonato”, celebra Altafim.
Em casa
O retorno do vôlei masculino bauruense é celebrado pelo ponteiro Gui Macuíca como oportunidade de finalmente jogar em casa. “É um privilégio voltar a jogar em Bauru. Comecei aqui na base, conheço o trabalho do Osvaldo (Altafim) e vi que o projeto pode dar certo. Eu sempre quis jogar em casa”, comenta o atleta. Outro atleta que volta a atuar em Bauru é o levantador Rodrigo, mais experiente do grupo e capitão do time. O jogador é remanescente da equipe bauruense de 2004.
Parceria
O diretor da Anhanguera Educacional, Márcio Carreira, explica que a aposta no projeto está em conformidade com os objetivos da instituição. “O projeto tem tudo a ver com desenvolvimento do esporte na cidade e também é fonte de pesquisa. A universidade foi feita para fazer pesquisa, além de ser fonte de auxílio para os meus alunos. A Anhanguera entra no projeto através de clínica de fisioterapia, da clínica de psicologia, onde será feito o trabalho de psicologia do esporte. Isso pode gerar artigos científicos para nossos alunos e professores.”