Os rebeldes Houthi do Iêmen fizeram significativos avanços no sul e leste do país nessa sexta-feira (27), mesmo após um segundo dia de ataques aéreos liderados pela Arábia Saudita com a intenção de atingir os insurgentes, que são apoiados pelo Irã e têm como objetivo derrubar o presidente iemenita, Abd-Rabbu Mansour Hadi.
Os Houthi, combatentes muçulmanos xiitas, e unidades aliadas do Exército conquistaram seu primeiro ponto de apoio no litoral do Mar Arábico, ao assumirem o controle do porto de Shaqra, 100 km a leste de Áden, disseram moradores locais à Reuters.
Os avanços ameaçam o último refúgio de Hadi no Iêmen e potencialmente anulam a campanha aérea deflagrada em seu apoio.
As perdas vieram à tona ao mesmo tempo em que o porta-voz para as operações lideradas pela Arábia Saudita, o general-brigadeiro Ahmed Asseri, concedia uma entrevista coletiva em Riad, na qual disse que a defesa do governo de Áden era o “principal objetivo” da campanha saudita.
“Quero confirmar que a operação em si tem como seu principal objetivo proteger o governo em Áden”, disse Asseri.
“A operação vai continuar enquanto houver a necessidade para que continue”, afirmou ele. Aviões de guerra alvejaram ontem as forças Houthi que controlam a capital Sanaa, assim como o território de origem dos rebeldes, no nordeste do país. Asseri disse que aviões dos Emirados Árabes Unidos conduziram seus primeiros ataques nas últimas 24 horas.
Em um incentivo à Arábia Saudita, o Marrocos disse que iria se unir à coalizão.