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Reprodução Facebook |
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Janaína Macena é uma das organizadoras do movimento |
Na manhã deste sábado (28), cerca de 80 pessoas, entre artistas, produtores culturais e bauruenses em geral, participaram do protesto contra o não fechamento da Oficina Cultural, em Bauru. A manfestação ganhou ares de ato cívico que canalizou a tristeza e indignação pela medida da Secretaria Estadual de Cultura.
Os manifestantes saíram por volta das 9h da Praça Machado de Mello e caminharam em direção à Praça Rui Barbosa, onde as ações foram finalizadas em clima de consternação, mas com manifestações artísticas e a expectativa de que o governo do Estado reveja a medida.
Com palavras de um protesto extremamente pacífico, cartazes e acompanhados de um grupo de Maracatu, eles chamara atenção das pessoas na área Central. O secretário de Cultura de Bauru, Elson Reis, também esteve acompanhando toda a manifestação.
Na manhã deste domingo (29), o protesto recomeça também às 9h, mas desta vez na Praça Cobaíba, na avenida Getúlio Vargas.
Já diz a famosa frase: “A união faz a força”. E é exatamente este o propósito de dezenas de artistas que se reuniram neste sábado.
Bonecões da Associação de Teatro de Bauru e Região (ATB),
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Fotos/Malavolta Jr. |
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Cerca de 80 pessoas protestaram na manhã deste sábado (28) |
atores e malabares chamaram a atenção do público para se manifestar em prol da Oficina Cultural Glauco Pinto de Moraes.
Toda a classe artística de Bauru e região foi convidada, assim como a população que também não quer o fim da Oficina Cultural.
A psicóloga e produtora cultural Janaína Macena, que ministrou oficina recentemente por lá, é uma das envolvidas com o cortejo de hoje e a intervenção de domin go na Praça da Copaíba. “Eu desenvolvi lá uma oficina de elaboração de projetos. Essa oficina aconteceu ao longo do mês de março, coincidentemente, neste período de mudanças. Resolvemos nos unir, então, com a proposta de fazer uma manhã de manifestação artística e uma manhã de intervenções. É um cortejo artístico. A ideia é que a gente esclareça para a população o nosso descontentamento com relação ao”.
Quem levou os famosos bonecões ao Calçadão na manhã deste sábado (28) foi a Associação de Teatro de Bauru (ATB) e região.“Nós subimos o Calçadão com os bonecos e cartazes chamando a população a participar conosco”, diz Alexandra Ayello, tesoureira da associação presidida por Kyn Jr.
Também estiveram presentes o Grupo Ato, Casa do Circo, Associação Amigos da Cultura, Casa de Cultura Celina Alves Neves, Celeiro da Arte, Ponto de Cultura Acesso Hip Hop, Protótipo Tópico, Biblioteca Móvel 5º Elemento, grafite ao vivo e muitos outros.
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Malavolta Jr. |
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Manifestantes subiram o Calçadão da Batista de Carvalho promovendo diversas ações culturais pelas ruas |
Entenda
Muitos pedidos estão sendo feitos por autoridades de Bauru e região, inclusive o deputado Pedro Tobias, para que não aconteça o fim da Oficina Cultural de Bauru (serão seis desativadas no Estado).
Prefeito Rodrigo Agostinho e Tobias repudiam a medida. Secretário estadual de Cultura, Marcelo Mattos Araújo disse ao JC, anteontem, que a coordenação (que ficará agora em Marília) até poderá retornar, mas o assunto é para o futuro.
Contextualizando
Na última terça-feira (24), o JC noticiou o “reordenamento” de seis Oficinas Culturais no Estado de São Paulo. O assunto causou polêmica e revolta, tanto de artistas como de autoridades e ainda da própria população, já que apenas a coordenação bauruense será mantida. Este funcionário deverá ser encaminhado à Oficina Cultural Tarsila do Amaral, de Marília, a nova sede de Bauru.
A promessa é de que as atividades sejam mantidas no nosso município, no entanto, isso não ficou claro até agora. A Oficina Cultural de Bauru atende a 46 cidades e possui prédio próprio que está sendo reformado desde 2014. Os custos da obra passam dos R$ 3,7 milhões. O uso do prédio, depois de reformado e se não houver recuo sobre fechamento, ainda é incerto.
Leia a cobertura completa na versão impressa do JC, neste domingo.