09 de julho de 2026
Política

Prefeitura quer assumir Horto Florestal e propõe cogestão

Thiago Navarro
| Tempo de leitura: 3 min

Arquivo/Neide Carlos

Horto Florestal pode receber melhorias através da prefeitura, que ajudaria Estado a gerir o local

Atualmente subutilizado, o Horto Florestal de Bauru, localizado na altura da quadra 38 da avenida Rodrigues Alves, pode ser gerido em breve pela prefeitura, em parceria com o próprio governo estadual – responsável pelo local. A proposta de cogestão foi apresentada nessa terça-feira (31) pelo prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) e pela secretária municipal de Meio Ambiente, Lázara Gomes Gazzetta, à secretária estadual de Meio Ambiente, Patrícia Lemos. O chefe de Gabinete da Prefeitura de Bauru, Arnaldo Ribeiro, também participou do encontro.


Durante reunião na sede da Secretaria, em São Paulo, os bauruenses propuseram assumir parte da responsabilidade com o Horto Florestal. “Não há risco de o Horto fechar se a gente não ajudar, mas o que queremos é ajudar o Estado a revitalizá-lo, é uma das áreas verdes mais importantes de Bauru, relativamente perto do Centro, em meio a bairros populosos, e que está subutilizada”, destaca o prefeito.


Custo


Rodrigo acredita que o custo para isso não será elevado, principalmente com o quadro econômico atual do Município, que ‘apertou o cinto’ nos gastos e não conseguiu repor a inflação a todos os servidores municipais, o que culminou inclusive em greve, encerrada há dois dias. “O gasto com o Horto não será alto, mas ainda não dá para estimar de quanto. Não queremos assumir tudo, mas sim setores como limpeza, por exemplo. Isso vai permitir que partes do Horto sejam abertas à população, para a prática de exercícios físicos e algumas modalidades esportivas, e também o trabalho na parte ambiental”, resume o chefe do Executivo bauruense.


A proposta não tem prazo para ser colocada em prática, uma vez que foi levada na tarde de ontem à Secretaria Estadual de Meio Ambiente. O Horto Florestal de Bauru possui 50 hectares (o equivalente a 500 mil metros quadrados), o tamanho de 68 campos de futebol (apenas a área do gramado) igual ao do Esporte Clube Noroeste.


Lá, são encontradas espécies nativas e exóticas da flora brasileira, além de uma estação experimental de pinus e eucaliptos. A intenção do governo municipal é intensificar o fluxo de visitantes no local e utilizar o Horto para atividades esportivas, melhorando o aspecto visual e de limpeza, junto com o governo do Estado.


Outras demandas


A comitiva de Bauru foi também ao Codasp, onde solicitou equipamentos para sanar uma erosão no Distrito Industrial II, agravada pelas chuvas. O projeto de recuperação do Rio Batalha também foi tratado, na Secretaria de Agricultura, pasta em que a prefeitura já vem pedindo verba para o Programa Melhor Caminho.


Já a solicitação formal ao governador Geraldo Alckmin  para que a Oficina Cultural permaneça em Bauru não pôde ser entregue pelo prefeito, por conta da agenda do governador, mas Rodrigo disse que o deputado estadual Pedro Tobias (PSDB) trataria do assunto com o chefe do Executivo estadual, podendo ter uma resposta nos próximos dias.


Aterro


Durante a visita a São Paulo, o prefeito Rodrigo Agostinho, a secretária Lázara Gazzetta (Semma) e o chefe de Gabinete, Arnaldo Ribeiro, foram primeiro ao Comando Aéreo Regional (Comar) entregar um documento em que o Município se compromete a fazer ações mitigadoras para controlar a presença de aves no futuro aterro sanitário, ao lado do atual, que está a 12,7 quilômetros do Aeroporto Moussa Tobias. Era o único documento que faltava para a Aeronáutica liberar o uso do local, sendo que a resposta definitiva do órgão federal deve ocorrer ao longo de abril.


Em seguida, a prefeitura terá de fazer estudo arqueológico, que tem de ser entregue ao Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), e finalmente contratar estudo ambiental detalhado para enviar a Cetesb. Durante este trâmite, o Município ainda terá de pedir a cessão da área ao governo estadual, mais precisamente à Secretaria de Administração Penitenciária, que detém o terreno. Quanto ao aterro atual, a prefeitura vai entregar entre amanhã e segunda-feira pedido à Cetesb para usar uma área de 4 mil metros quadrados ao lado do aterro, que poderia receber o lixo orgânico produzido na cidade por cerca de seis meses. Para usar esta última área, será necessário deslocar uma rede de postes.