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Reprodução Facebook |
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Após a polêmica envolvendo os estudantes de Medicina da Universidade Paulista (Unesp) de Botucatu (100 quilômetros de Bauru), que foram denunciados nas redes sociais pelo uso de fantasias semelhantes ao do grupo racista norte-americano Ku Klux Klan (KKK), em uma festa de calouros, os organizadores do evento negam que os adereços fizessem referência à seita, mas sim a carrascos da era medieval. A Unesp informa que vai instaurar uma comissão para apurar o episódio e a turma de medicina enviou uma nota de esclarecimento.
?NOTA DE RETRATAÇÃO À COMUNIDADE
“Nós, da 48ª turma de Medicina da Faculdade de Medicina de Botucatu - UNESP, diante dos últimos acontecimentos em torno da festa do dia 5 de março, voltamos a público a fim de nos retratar quanto à escolha equivocada da fantasia com o tema “carrascos”. Embora não tenhamos, em nenhum momento, procurado fazer alusão a nenhum grupo que pregue intolerância ou o extremismo, reconhecemos que houve margem para tal interpretação. Não podemos deixar de lamentar, contudo, a divulgação descontextualizada de imagens isoladas da festa associadas a montagens que faziam correlação com tais grupos.
Gostaríamos de reiterar que a 48ª turma abomina qualquer forma de preconceito envolvendo etnias, credos ou orientações sexuais. Com relação à prática do trote, gostaríamos de declarar que não houve, antes, durante ou após a festa, qualquer tipo de ação que fizesse apologia ao preconceito e à violência, tendo os próprios primeiro anistas afirmado o mesmo através de redes sociais e em nota oficial.
Pedimos sinceras desculpas à sociedade e a todos que se sentiram de alguma forma ofendidos pela escolha infeliz da fantasia. Em especial, pedimos desculpas à nossa comunidade acadêmica, que foi julgada injustamente; aos nossos diretores, mestres, residentes e demais colegas, que sempre nos ensinaram a ter a preocupação com o cuidado e com o sofrimento alheio dos pacientes; e aos primeiro anistas, que vêem em nós o exemplo de conduta. O trabalho de todos os funcionários, médicos e os diversos profissionais de saúde da Faculdade de Medicina de Botucatu, que se dedicam diariamente à comunidade com tamanha paixão e devoção, não deve ser julgado devido a uma atitude falha de nossa parte.
Agradecemos todas as moções de apoio que foram espontaneamente colocadas nas mídias sociais nessa semana. Estamos tranquilos quanto a lisura e a transparência de todo o processo.
Respeitosamente,
Alunos da 48° Turma da Faculdade de Medicina de Botucatu.?”
Entenda o caso:
Unesp tem denúncia de evento racista, mas organizadores negam que fizeram referência à seita