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Câmara de Iacanga/Divulgação |
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Por quatro votos a três, Sedemak continua ocupando a cadeira |
Em uma sessão conturbada, marcada pela presença da polícia e registro de boletim de ocorrência (BO), foi votado nesta quarta-feira (1), na Câmara de Iacanga (50 quilômetros de Bauru), o pedido protocolado pelo presidente do PMDB no município de extinção do cargo de vereador de Rafael Geovani Delaporta Sedemak (PV) por suposta quebra de decoro parlamentar.
Por quatro votos a três, Sedemak continua ocupando a cadeira pelo menos por enquanto, porque há mais dois processos judiciais em curso sobre o mesmo assunto.
O presidente do Legislativo, Antonio Carlos Almeida (PT), negou que houve tumulto na sessão ordinária, mesmo com presença da polícia na Casa. Para ele, apenas houve um entendimento diferente para interpretação de um mesmo fato. “A vereadora Dinorá Gomes de Moraes (PSDB) queria participar da sessão e votar. Porém, ela estava com atestado médico de 30 de março a 3 de abril. Por consequência, ela não pôde participar.” A tucana esteve na sessão, mas o petista não a deixou entrar no plenário para participar da sessão.
Almeida explicou nesta quinta-feira (2) que qualquer que fosse a atitude dele na sessão o caso criaria insatisfação à vereadora e à bancada que apoia o atual governo municipal.
“Eu consultei o (Departamento) Jurídico e respeitei o atestado (médico) de afastamento dela. Entendo que se a vereadora queria participar (da reunião) deveria ter pedido alta ao médico. Se eu a deixasse votar, a bancada de oposição faria boletim de ocorrência contra. Como não deixei, a bancada de situação fez o BO porque eu impedi a entrada dela no plenário.”
Almeida entende que mesmo a não participação da vereadora não influenciou no resultado do arquivamento da denúncia. “O Sedemak não votou porque ele estava envolvido. Então, ficaram 8 vereadores em condições de voto. Se ela entrasse em plenário, a votação ficaria empatada e eu votaria a favor do arquivamento. Não vejo problema na minha atitude,” explicou.
A primeira tentativa de cassação do mandato de Rafael Sedemak foi indeferida pelo presidente da Casa. O autor do pedido não tinha legitimidade, segundo Almeida. Na sexta-feira (27 de março), o presidente do PMDB local entrou com a mesma representação e como ele tinha legitimidade, o presidente do Legislativo diz que acatou e colocou em votação o pedido de extinção de mandato. “Eu cumpri meu dever. Acontece que o pessoal da situação que tinha interesse no afastamento do Rafael levou a vereadora para a sessão e queria forçar a entrada dela.”
A vereadora Dinorá Gomes de Moraes não foi localizada pelo JC para comentar sobre a sessão. O pai dela faleceu na manhã desta quinta-feira (2).