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Douglas Reis |
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Manifestantes, que já haviam realizado atos no Centro e na avenida Getúlio Vargas no fim de semana, nessa quinta abraçaram prédio |
Artistas, políticos e assessores promoveram “abraçaço” ou “abração”, nessa quinta-feira (2), na Oficina Cultural. O ato – terceiro em cinco dias – ajudou a manter mobilização pela permanência da unidade em Bauru. O prédio parcialmente “abraçado” (rua Amazonas, região do Jardim Cruzeiro do Sul) abrigou a Oficina Cultural Glauco Pinto de Moraes de 1990 (primeira do interior paulista) a 2013. Foi quando teve início a reforma em vigor – e cujos custos podem superar R$ 5 milhões.
Para entender: em função da reforma, um imóvel foi alugado (na quadra 18 da rua Rio Branco) e o fato se tornou uma das justificativas para transferir a coordenação local para Marília como contenção de despesas. Ao todo, seis Oficinas serão transferidas no Estado.
No caso de Bauru, quatro funcionários administrativos vinculados à Organização Social Poiesis – Instituto de Apoio à Cultura, à Língua e à Literatura – teriam sido demitidos e o coordenador foi convidado a trabalhar em Marília.
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Fotos: Douglas Reis |
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Pedro Tobias e Rodrigo Agostinho no local das obras |
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Assessor estadual João Costa Neto |
“A crise [financeira] não é do Estado, é do Brasil. Precisamos fazer contenção de despesas, reduzindo o número de coordenações e funcionários administrativos, mas o gerador de arte permanece intacto”, afirmou no local o assessor parlamentar enviado pela Secretaria Estadual de Cultura, João Manoel da Costa Neto.
“Verificamos locais que possam abrigar essa coordenação. Se for necessário, até alugamos salas para não perder a coordenadoria da cidade”, disse o prefeito Rodrigo Agostinho, também presente ao ato.
Já o deputado estadual Pedro Tobias propôs até “vaquinha” para manter funcionários. “Quanto ganham? Com certeza não o suficiente para quebrar o Estado. Se for o caso, nós fazemos ‘vaquinha’ e mantemos essa coordenação”.
Ex-aluno
Rodrigo Agostinho pediu para João Manoel transmitir ao secretário da Cultura, Marcelo Mattos Araújo, a indignação do povo bauruense com a decisão (de fechamento do prédio, anunciada há uma semana e meia). O próprio prefeito já foi aluno da Oficina Cultural.
O presidente da Comissão de Cultura e Esporte da Câmara Municipal, vereador Fabiano Mariano, disse que o Legislativo não aceita a situação.
Os vereadores Artemio Caetano, Fábio Manfrinato, Fernando Mantovani e Lima Júnior também marcaram presença, assim como o secretário municipal de Cultura, Elson Reis. O deputado Celso Nascimento foi representado por Silvia Azambuja. O prefeito de Itapuí, José Eduardo Amantini, esteve no local e pontuou que a desativação afeta a todos.
Não é fechar
O termo fechamento é questionado pela Secretaria Estadual da Cultura, já que as atividades continuam na cidade e região de forma descentralizada. A programação trimestral foi anunciada nessa quinta (2) e divulgada pelo JC.
Em reportagem dia 27, o secretário estadual de Cultura, Marcelo Mattos Araújo, afirmou que “ao todo, a verba destinada à manutenção das Oficinas Culturais em todo o Estado (Capital e Interior) seria de R$ 25 milhões em 2015, na previsão inicial, mas com a readequação caiu para R$ 19 milhões”.
É uma marca
“Chega de abrir presídios, tem que abrir mais oficinas culturais e isso previne a violência”, disse o deputado estadual Pedro Tobias.
Para ele – que é do PSDB e amigo do governador Geraldo Alckmin – o prédio de Bauru é o mais lindo do tipo no Estado e deve ser uma marca registrada da Secretaria da Cultura.
Além disso, Pedro Tobias vai assumir a Comissão de Fiscalização da Assembleia Legislativa e já adiantou que o primeiro a ser convidado será o secretário estadual de Cultura, Marcelo Mattos Araújo.