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Divulgação |
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Eles são originais! E estarão em Bauru no próximo dia 10 de abril para um show alegre e dançante na Hípica |
A originalidade, literalmente, é algo precioso. E fazer samba não é tão simples quanto parece. É preciso talento, amor e pitada de gingado. Por isso Marcos Scooby (cavaquinho), Júnior (vocal), Bigode (pandeiro) e Rogério Santos (violão) são os Originais do Samba (e Banda), únicos no que fazem. O grupo se apresenta na Sociedade Hípica de Bauru na próxima sexta--feira (10).
O grupo surgiu na década de 60, no Rio de Janeiro. Apesar de serem cariocas, os membros resolveram se instalar em São Paulo.
Um deles, na primeira formação, era o “Trapalhão” Mussum, que arrepiava no reco-reco.
Depois de tocarem com Elis Regina, o sucesso explodiu. Hoje, são reconhecidos no mundo todo por levar o verdadeiro samba brasileiro com qualidade, bom humor e muita alegria.
O membro mais antigo do grupo é Arlindo Vaz Gemino, o Bigode, de 73 anos de idade. O segredo da longevidade? Curtir a vida mas sem exageros: bebidas ou drogas.
“Cada um faz o que bem entender, mas se não usar, melhor. O cara que faz essas coisas erradas dorme mal, come mal. O futuro é menor. Eu, graças a Deus estou bem”, disse.
Com irreverência, concedeu uma agradável entrevista à reportagem do JC.
Fale um pouco da história do grupo: você é o único da primeira formação...
Bigode - Sou o único remanescente. Apenas um saiu, o resto acabou morrendo mesmo. Começamos o grupo em 1962, no Rio de Janeiro, éramos seis cariocas, viemos para São Paulo e o pandeirista na época trabalhava também no Rio. O samba não era como hoje, e ele teve que ir ao Rio de Janeiro para não perder o emprego, então entrei no lugar dele e estou até hoje. O samba era muito instrumental, samba no pé. Não tinha canto. Quando eu entrei, coloquei o canto.
JC- O Mussum também foi integrante desta formação original...
Bigode - O Mussum ficou quase 16 anos conosco. Foi fazer uma pontinha, agradou, sabemos que ele
era bom mesmo. Aí teve um empresário que levou os Trapalhões para o Rio de Janeiro, na Globo, e
ficou difícil para ele ir e voltar. Isso foi em 1979, quando gravamos um LP. Em 1994, ele faleceu.
JC- Vocês são cariocas, mas criaram raízes aqui. Por que São Paulo?
Bigode - O grande problema era que o produtor de um festival nos convidou para tocar e acompanhar vários artistas. Era o Solano Ribeiro, na Bienal do Samba. Fomos lá, começamos a acompanhar o ensaio. A falecida Elis Regina dizia que queria o nosso grupo. A partir daí as portas começaram e abrir. Apareceram shows, fizemos muita coisa com o Jair Rodrigues, Jorge Benjor. Aí acabamos ficando em São Paulo, porque nosso empresário era daqui, fazíamos muita coisa no Interior. O Rio tem muito sambista. Naquela época, em 68, não tinha tanto samba aqui em São Paulo.
JC- Vocês têm composições mais recentes? Tocam músicas de outros artistas, também?
Bigode - Isso mesmo. O resto tudo nós gravamos ou regravamos. Por exemplo, regravamos agora “Não deixe o samba morrer”, “Fogo e paixão”. Quando cantamos essa música, o show vira uma loucura. Cantamos em samba-enredo “Trem das onze”, “Saudosa maloca”, “Pega ladrão”, “Assassinaram o camarão”. Inclusive estamos com o CD novo, “Originais do Samba - Não deixe o samba morrer” com a participação do Zeca Pagodinho, Benito di Paula, Reinaldo Príncipe do Pagode e o Walmir Borges, além de uma nova geração da música popular brasileira. Tenho certeza que vamos fazer bastante sucesso.
O líder feliz Mussum
“Eu gostaria de falar um pouco do Mussum, que foi o nosso líder. Uma pessoa que nos dava muita alegria com suas piadas e brincadeiras. Ríamos muito com o Mussum”, lembrou com carinho o amigo e parceiro de palco Bigode.
Em programa da TV Cultura, gravado em 1972, ele mostra sua irreverência ao contar os percalços da vida e como conseguiram o sucesso. “A história do conjunto é a tranquilidade. A rapaziada sofreu, né, meu cumpadi? Bidi, Chico, Bigode, Rubão, Lelei. Nós somos professores um do outro. E eu tô aqui! Bom dia, eu! (risos). Até hoje não sabemos como é que bolamos este nome ‘Originais do Samba’ (risos)”. Mussum fi cou 16 anos no “Originais do Samba” e depois resolveu seguir a carreira de humorista. Entre um quadro e outro do grupo “Os Trapalhões”, sempre gostava de batucar.
Serviço
Originais do Samba e Banda se apresentam em 10 de abril (sexta-feira), às 22h30, na Sociedade Hípica de Bauru. Vendas de mesas e ingressos no próprio local, horário comercial. Mais informações pelos telefones (14) 3236-1255 e (14) 99651-5050. Contato direto para shows do grupo (11) 2201-3671 e (11) 97276-5772.