08 de julho de 2026
Tribuna do Leitor

Um lixo


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A região onde moro em Bauru está há mais de 15 dias sem coleta de lixo - Vila Cardia, próximo ao CDJ. O que constatei, depois que foi encerrada essa maldita greve, foi que nos restaurantes existentes aqui perto e nas casas de seus proprietários foram feitas as coletas do lixo. Na calada da noite, um coletor chamou o proprietário de um dos restaurantes em sua casa, pedindo para ele entregar o saco de lixo e saiu correndo, pelo que pude ver, por mais de 2 quadras, deixando o restante da população entregue à sujeira e mau cheiro. Bem na surdina. Isso ocorre, imagino, por conta de propinas pagas aos coletores de lixo. Ou na forma de dinheiro, ou na de marmitex, refrigerantes ou cervejas. Na rua Xingu, no Higienópolis, a coleta também foi feita. Por que será?

Outra prática que também configura crime, ou pelo menos vale exoneração, é a de deixar em nossas residências os famosos envelopes, por ocasião da Páscoa, do Natal, Ano Novo, etc. Segundo ouvi de um funcionário da Emdurb, isso é proibido, mas fazem vista grossa. E, segundo ele, não colocam uma arma na nossa cara pedindo dinheiro. Não colocam, mas é intimidativo. E se é proibido, mesmo porque são servidores públicos, eu exijo uma providência a esse respeito. Que o presidente da Emdurb e toda a sua diretoria coloquem óculos e proíbam de fato. Porque se mais uma vez for deixado na minha casa ou na de familiares, vou abrir um boletim de ocorrência e levarei adiante perante a Justiça.

Imaginem todo o funcionalismo público se organizando e deixando envelopes à população pelos serviços prestados. Ora, todos prestaram um concurso, assinaram contratos, recebem um salário para isso. E os coletores, adicional noturno e insalubridade. Se não estão contentes, peçam para sair. Exonerem, pelo amor de Deus. Deixo aqui registrado, e fico no aguardo de uma resposta das autoridades e órgãos competentes.

Fátima Cristina Piovisan