08 de julho de 2026
Geral

Greve dos professores pode interditar rodovia

Thiago Vendrami
| Tempo de leitura: 2 min

A greve dos professores da rede pública estadual de ensino, dos níveis Fundamental e Médio, se aproxima de um mês de duração (o início foi no dia 13 de março) e as estratégias para seu fortalecimento ainda continuam.


Na manhã dessa segunda (6), alguns professores se reuniam na Subsede Bauru do Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) para se mobilizar em visitas a escolas da cidade e região, como Pederneiras, Reginópolis, Piratininga, Iacanga e Avaré.


De acordo com informações da diretora do sindicato, Idenilde de Almeida Conceição, uma reunião agendada para 13h de amanhã deve organizar um piquete em rodovias. O ato deve ser feito por todas as cidades da macrorregional - que engloba Jaú, Botucatu, Marília, Avaré, Piraju e Bauru. Já na manhã de sexta, uma nova assembleia deve ser realizada em frente ao Palácio dos Bandeirantes, na Capital.


Um dos participantes da reunião, professor Marcos Chagas, da Escola Estadual Stela Machado, afirmou que o movimento está crescendo. “A cada visita que fazemos, temos novas adesões de professores, com expectativa de algumas fecharem em 100% de greve”, diz. As informações foram  rebatidas pela Secretaria da Educação do Estado de São Paulo, que, em nota, informou o comparecimento de 99% dos professores na região de Bauru.


Outra questão exposta na reunião foi a superlotação em salas de aula, que, em alguns lugares, teria mais de 60 na lista de chamada. “Isso é por conta do fechamento de salas de aula”, aponta o professor Marcos Chagas.


Segundo a assessoria de imprensa da pasta, “cabe esclarecer que as unidades de ensino devem seguir as regras da Secretaria que determinam a média de alunos por sala de aula em todos os níveis de ensino”.


Ainda em nota, a Secretaria afirma que “apenas no ano letivo de 2015, houve a abertura, em todo o Estado, de 1.123 novas salas de aula, dado que não corrobora com a informação repercutida pela Apeoesp sobre fechamento de salas”.