10 de julho de 2026
Geral

Mais 351 casos de dengue são confirmados de uma única vez


| Tempo de leitura: 2 min

Na tarde dessa quinta-feira (9), novos 351 casos de dengue foram confirmados pela Secretaria Municipal de Saúde, sendo 339 autóctones e 12 importados. Assim sendo, Bauru totaliza, até este momento, em 2015, 1.896 casos da doença, divididos em 1.850 autóctones e 46 importados. E o mais preocupante: foram confirmadas três mortes desde o começo do ano.  


Diante do quadro alarmante, a Divisão de Vigilância Ambiental mantém os trabalhos de vistoria individual dos imóveis, orientação aos moradores e demais ações de combate à doença. Entretanto, a pasta volta a insistir que hábitos mantidos pela população é que efetivamente colaboram para evitar a proliferação do mosquito Aedes aegypti.


Os casos divulgados nessa quinta já são da primeira ‘leva’ de exames contratados pela prefeitura em março. Bauru está gastando R$ 200 mil com a contratação de três clínicas particulares, uma vez que, após 300 casos por 100 mil habitantes, índice que a cidade atingiu no mês passado, o Estado deixa de coletar exames para o Instituto Adolfo Lutz e passa a adotar o critério clínico-epiemiológico, ou seja, febre acompanhada de outros sintomas característicos da dengue.


O município, neste caso, tem a prerrogativa de continuar fazendo os exames de sorologia por conta própria, que foi a opção de Bauru.


O procedimento já foi adotado pela administração do prefeito Rodrigo Agostinho (PMDB) em outras epidemias, como em 2011 e 2013 – esta última, a maior da história do município, com mais de 7.500 casos.


PERSPECTIVAS


O secretário municipal de Saúde, Fernando Monti, que é também médico infectologista e professor do curso de Medicina na Universidade Federal de São Carlos (Ufscar), projeta um cenário com crescimento de casos de dengue em Bauru por mais dois meses.


“A redução do número de casos depende diretamente do clima. Até maio, a tendência é a manutenção da curva crescente, com um declínio a partir de junho, quando começa um período mais frio e com pouca chuva, dificultando a reprodução do mosquito Aedes aegypti”.